Arrepende-te Brasil

"O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra." Salmos 121:2

Arrepende-te Brasil

Contra os falsos mestres

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O que é a blasfêmia contra o Espírito Santo?


Eu vou explicar resumidamente sobre blasfêmia contra o Espírito Santo, mas nada será igual você ter a certeza por si mesmo diante de Deus. Busque a sua própria convicção sobre o assunto, não tome tudo que direi aqui como verdade sem examinar melhor, meditar e orar a respeito. Espero que as palavras que irei escrever ajudem, escrevo no desejo sincero de que alimentem almas famintas, creio até mesmo que serão respostas de oração de algumas pessoas, e eu vou tentar ser bastante direto ao ponto, ainda que seja um assunto onde caibam muitas e muitas considerações. Vou tentar ir direto ao ponto que penso ser o mais sensível, que é justamente trazer a tona o quanto certas questões, por importantes que sejam, podem se tornar uma distração que nos faça simplesmente parar de se alimentar de Jesus Cristo. Jesus está disponível para você, assim como para mim, e para todos, e na bíblia está escrito que aquele que for até Cristo não será lançado fora. Quer dizer, não importa quem seja a pessoa ou que pecado ela tenha cometido, Jesus tem poder de perdoar pecados se formos até Ele, mas e se não formos? E você só não vai se não crer que Ele pode te perdoar, e então fica sem perdão.

Blasfemar do Espírito Santo, se você for no dicionário, ou no google ver explicações, mas se tomar o termo ao pé da letra verá que não há muito sentido nas palavras de Jesus se tomadas ao pé da letra. Pois pecar contra o Espírito Santo seria o mesmo que pecar contra Deus, blasfemar, falar mal, e qualquer pecado que cometemos especificamente é contra Deus. Veja o filho pródigo "pai, pequei contra o céu e contra ti". O simples fato de haver um pecado imperdoável coloca medo em muitos cristãos, e ao longo da história muitas explicações tem sido dadas, muitas mesmo, e eu creio que a que darei abaixo em resumo é a que tenho tido por mais coerente.

O que Jesus diz dá-nos a entender que este tipo de pecado é de uma classe diferente dos demais, mas para explicar isso vou tomar uma expressão de Jesus quando disse em João 3:16

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

Lembra de Marcos, quando o Senhor diz "quem crer será salvo, mas que não crer condenado".

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16:16

Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. João 3:18

O Espírito Santo é o Espírito da Fé, que nos capacita a crer em Jesus para salvação, e é Ele também que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Quando um ser-humano resiste ao apelo do Espírito de Deus, que fala ao nosso coração, para que creia em Jesus e receba o perdão de graça pelo sacrifício do Senhor, este homem está cometendo um pecado imperdoável, e apenas quando ele crer poderá ser perdoado. Jesus disse muito forte, quem não crê já está condenado. Mas e se este que não crê, passar a crer? Então será salvo.

Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados. João 8:24

Você percebe que os que não creem resistem ao Espírito Santo e portanto ficam sem o perdão que é dado de graça por Cristo. A fé é um dom de Deus que quer dizer um presente, e quando Jesus veio se recusaram a crer nele, se estes homens continuassem assim não seriam perdoados nunca, mas aquele que crê em Jesus pode se arrepender, pedir perdão, ser perdoado e ser mudado por Jesus. Deus pode tocar esta pessoa.

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. João 1:11

O texto aqui continua dizendo que apesar dos seus (os judeus) não o terem recebido a todos quantos o receberam deu-lhes o poder para se tornarem filhos de Deus, que não nasceram da vontade da carne e nem do sangue, mas do poder de Deus, do Espírito Santo, nasceram de novo, da água e do espírito, como Jesus disse em João 3 para Nicodemos. Ora, a escritura também diz que o Espírito Santo é o que nos regenera, opera em nós o novo nascimento, como ele fará isso se não permitirmos que ele trabalhe em nós? ou se realmente não quisermos e fecharmos a porta para Ele? O que fecha a porta de nossos corações para Deus não é somente quando pecamos, mas especialmente quando não queremos ir até Deus para ele nos perdoar e purificar dos nossos pecados!

Paulo ainda escreveu sobre os judeus, que não creram em Cristo, e deixou bem claro em Romanos que nós, gentios que agora criamos, não deveríamos se ensoberbecer contra eles, pois eles foram cortados pela sua incredulidade (ficaram sem perdão), mas se nós que estamos de pé por causa da nossa fé, também deixássemos de crer, então também poderíamos ser cortados, mas mesmo eles, também poderiam voltar e crer (ou seja, se arrepender) e então seriam aceitos por Deus. Quero dizer que a pessoa não consegue perdão enquanto não crê, e Deus é quem nos capacita a crer.

Lembra que na escritura houve um homem que não tinha fé, ele chegou aos discípulos de Jesus e pediu que expulsassem o demônio do seu filho, mas eles não puderam. E ele pergunta a Jesus "se tu podes fazer algo, faze pelo meu filho". E Jesus lhe responde "se tu podes? ao que crer todas as coisas são possíveis". E ele disse algo como "eu creio, ajuda-me na minha incredulidade!" Ele cria que mesmo não tendo fé suficiente Jesus poderia dar fé no seu coração, e isso é uma fé pequena brotando, e sendo depositada num Deus muito grande.

Lembra também das palavras de Estevão em atos:

Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais. Atos 7:51

Eles conhecendo a Deus estavam recusando Ele, resistindo ao Espírito que traz convencimento de pecado. Ora, o Espírito Santo também é o Consolador prometido, Ele traz debaixo das suas asas perdão aos arrependidos, e cura as feridas da tristeza do arrependimento pelo Sangue de Jesus Cristo. Por isso eles estavam cometendo este pecado imperdoável, estariam sem perdão, enquanto permanecessem na incredulidade, resistindo a Deus, não poderiam ser renovados e perdoados.

Você lê isso também na parábola dos lavradores maus, Mateus 21, ali verá claramente a rejeição de Cristo por parte do seu povo na parábola, e ali mostra claramente que o rejeitaram justamente porque sabiam quem Ele era! Isso é um grau máximo de rebeldia, sabendo quem Ele era, perfeitamente o rejeitaram e se rebelaram contra Ele! Neste tipo de coração o arrependimento fica sem efeito, a pessoa fica presa num espírito de rebelião contra Deus, e enquanto ela estiver nesta incredulidade não conseguirá ser perdoada.

Como Deus iria revivê-los ou renová-los se eles insistentemente rejeitavam a palavra do Senhor e não queriam ir ao Senhor para terem vida (João 5:39,40)? Mas mesmo assim temos na bíblia o exemplo de Paulo, um homem que perseguiu cristãos até a morte, e não queria se arrepender, e era deste povo que queria matar o Senhor, perseguia ao Senhor, mas uma hora ele cedeu ao apelo do Espírito de Deus e foi renovado. Enquanto não cedia, não pode ser renovado por Cristo, estava na condição de alguém que não pode ser perdoado.

Penso que neste texto tem bastante material para meditar. Neste ponto exatamente o que eu disse, uma pessoa que hoje resiste ao Espírito Santo, pode ser que amanhã o receba, mas se hoje ouvirmos a voz do Senhor, não endureçamos os nossos corações (Hebreus 3:7 / 3:15 / 4:7). O simples fato de você ter percebido que errou, e estar se preocupando com isso, já indica uma coisa, teu coração está lutando para crer, para estar em paz com Deus, e bem com Jesus, e isso é um desejo que vem de Deus. Lembre dos evangelhos, Pedro e Judas, os dois pecaram contra Jesus. Pedro negou, Judas traiu. Os dois reconheceram que estavam errados, o peso da culpa foi esmagador. Mas Judas foi se enforcar achando que para ele não tinha mais jeito, porém Pedro, esperou em Deus, mesmo em angústia, e o Senhor o perdoou e lhe mostrou como se quebra o mais duro de todos os corações.

Só JESUS CRISTO, aquele que morreu e ressuscitou, pode quebrar o nosso coração. Tome uma atitude como a de Pedro, sempre, pois em Cristo sempre tem solução, sempre, Ele não derramou sangue a toa. Há poder no Sangue de Jesus Cristo! Poder para lavar, salvar, perdoar, transformar, sempre há, sempre há!

Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. Miquéias 7:8

Quem há entre vós que tema ao Senhor e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus. Isaías 50:10

Como dizia um pregador, amigo meu, a incredulidade é a mãe de todos os pecados! Resistir portanto ao Espírito Santo é resistir ao remédio que pode te trazer cura, resistir ao Evangelho Real!

Medita com calma, e ora! Abraça o escudo da fé, com o qual poderá apagar os dardos inflamados do inimigo!

Reveste-te de Deus, como um filho amado!

Arrepende-te Brasil.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Senhor, faz morada em mim e a minha vida será um culto a Ti


Embora a expressão "culto" seja uma boa designação daquilo que se faz quando nos reunimos como igreja, este não é o único uso do termo, e o Novo Testamento entende culto num contexto bem mais amplo, como por exemplo Romanos 12:1-2, onde "culto" é a oferta (entrega) da nossa vida a Deus. Culto neste contexto mais amplo se torna a vida que vivemos, bem como nós mesmos nos tornamos a oferta que Deus deseja receber, santificada pelo sacrifício de Jesus. Isso colabora para o entendimento claro que há no Novo Testamento de que o templo do Espírito Santo, no qual deseja habitar, é o próprio homem. O Senhor criou o homem para ser o seu Templo, um vivo santuário para um Deus Vivo. Deus desejou habitar em nós, e neste contexto mais amplo, e menos restritivo, todos os nossos atos se tornam atos de culto a Deus quando nossas vidas estão entregues a Ele.

Paulo escreveu que "quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus". A descrição do ensino nos mostra como no Novo Testamento a ideia de culto a Deus não gira mais em torno de um templo em Jerusalém, nem de uma montanha em Samaria, mas sim no relacionamento espiritual (em espírito e verdade) entre Deus e coração do homem por meio de Jesus Cristo. Não há outro Mediador nesta relação, e é por este motivo que ministros do Evangelho no novo testamento assumem uma posição bem diferente da dos profetas no antigo testamento, uma vez que na igreja do Senhor todos tem acesso as revelações do Espírito Santo e não apenas uma pequena classe "sacerdotal". E é claro que o Espírito Santo ministra em cada um e através de cada um aquilo que é da vontade de Deus e útil para a edificação da igreja, assim todos podem ministrar e todos podem ser edificados e consolados.

Uma vez que pelo batismo e pela fé no Senhor Jesus nos tornamos templo do Seu Espírito Santo, nos convém atentar para uma coisa, por que Deus escolheu um templo ambulante para ser o Seu Templo? Na verdade encontramos as palavras sãs do Senhor que nos dizem "EU SOU o Caminho, a verdade e a vida". Jesus é o caminho para o Pai, ninguém chegará ao Pai senão através do Senhor, você pode tentar tudo, morrer seco de tanto jejuar, chorar e orar, ainda assim você dependerá totalmente do favor de Cristo para ser salvo. De verdade se Ele mesmo não te levar até o Pai, todo esforço será em vão. Por isso o primeiro passo neste CAMINHO NOVO E VIVO é justamente rendição total ao fato de que você depende de Deus totalmente para sua salvação. Salvação pertence ao Senhor. É por isso que a ideia de culto a Deus, muito mais ampla no contexto da maior revelação que recebemos no novo testamento, inclui um templo que caminha, e um Salvador que é o caminho pelo qual este templo, que somos nós, deve caminhar em direção ao PAI.

A ideia toda de culto a Deus portanto se torna uma caminhada com Jesus, assim como Adão e Eva faziam no Jardim, e assim como fez Enoque em Gênesis 5, o homem que andou com Deus e já não foi mais visto pois Deus o tomou para si. O culto a Deus se torna portanto dinâmico, vivo, onde Deus pode literalmente te surpreender a qualquer momento do seu dia, nesta jornada, nesta caminhada com Jesus Cristo. Nesta caminhada em Jesus Cristo rumo ao Pai Celestial. Neste retorno que fazemos, retornando os nossos corações ao Pai Celeste, Seu Filho Jesus se torna nosso perfeito exemplo, único e suficiente Salvador, único capaz de nos conduzir e guiar em perfeição e glória até a eternidade, nos entregando nos braços de Deus o Pai. Não há outro que possamos seguir ou andar com. Não há outro que possa dizer ousadamente "EU SOU o caminho", sem ser tomado como mentiroso. Não há Salvador a não ser o Senhor. Salvação pertence ao Nosso Deus. É por isso que o livro de Hebreus nos fala sobre os joelhos desconjuntados, que estão fraquejando na caminhada, ele coloca que devemos voltar ao Caminho correto, e então sermos fortalecidos, para não nos desviarmos completamente (deste caminho) mas sermos curados completamente.

A cura da nossa relação com Deus é a promessa de Jesus Cristo aos que crerem no Seu Nome.

"Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão." Isaías 40:28-31

Arrepende-te Brasil.

domingo, 20 de agosto de 2017

O Anjo, a sarça e o profeta: Quem é o Profeta semelhante a Moisés? E quem é o Anjo do SENHOR (Êxodo 23)?


O Profeta semelhante a Moisés em Deuteronômio 18

Leiamos o texto da promessa:

"O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; Conforme a tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. Então o Senhor me disse: Falaram bem naquilo que disseram. Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele." Deuteronômio 18:15-19

Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. João 14:24

A promessa de um profeta semelhante a Moisés se encontra em Deuteronômio 18, nos dias de Jesus perguntaram a João Batista se ele era o profeta (do qual Moisés havia falado). Na verdade João negou, e disse que não, ele não era nem o profeta e nem o Cristo. As palavras de Deus seriam postas na boca deste profeta, ele falaria em nome do Senhor, e seria tão perfeito que falaria apenas aquilo que o Senhor ordenasse. Isso significa que não ouví-lo seria o mesmo que não ouvir ao próprio Deus, ficando claro assim que este profeta do qual Moisés falou exerceria a função de Mediador. Escrevo com letra maiúscula pois no novo testamento sabemos que o único Mediador é o próprio Cristo (o qual se fez homem, se fez carne), por isso só ELE pode ser o profeta do qual Moisés falou.

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 1 Timóteo 2:5

Pedro citou Moisés em seu sermão, quando anunciava Jesus aos seus irmãos israelitas:

Porque Moisés disse aos pais: O Senhor vosso Deus levantará de entre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. E acontecerá que toda a alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo. Atos 3:22,23

A expressão "a ele ouvireis" nos soa familiar com um texto do novo testamento, no monte da transfiguração, nos evangelhos, olhe o que testifica a Voz Divina a respeito de JESUS CRISTO:

E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho; a ele ouvi. Lucas 9:35

Concluímos portanto que o profeta semelhante a Moisés do qual a bíblia, e ao qual devemos ouvir, com certeza é uma referência ao Senhor Jesus, a quem devemos escutar. Outra característica a se ressaltar também é que o profeta do qual Moisés falava seria suscitado "dentre os seus irmãos", o que quer dizer claramente que deveria ser um israelita.

O Anjo do SENHOR (Exôdo 23:20-22)

Abaixo vamos ver alguns textos também a respeito do Anjo do SENHOR, uma figura intrigante e misteriosa, que aparece muito no antigo testamento, mas já não é mais visto no novo testamento, pois ele era na verdade o próprio SENHOR JESUS CRISTO, estas aparições do Anjo do SENHOR são na verdade manifestações do próprio Cristo no antigo testamento, e no novo testamento já conhecemos que era o Senhor Jesus, portanto não é mais citado o Anjo do SENHOR, mas sim o SENHOR JESUS.

Veja o que o Senhor falou a Moisés em Êxodo quando prometeu que um anjo iria adiante dele para o guardar:

Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho, e te leve ao lugar que te tenho preparado. Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque não perdoará a vossa rebeldia; porque o meu nome está nele. Mas se diligentemente ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser [...] Êxodo 23:20-22

Este anjo certamente não era uma pessoa de carne e osso, mas sim espiritual, e ele podia perdoar pecados, e também o nome do SENHOR estava nele (o SENHOR lhe deu o seu nome). Semelhante a recomendação dada a respeito do profeta semelhante a Moisés deviam também ouvir a voz deste anjo, e também obedecê-lo, não poderiam se rebelar contra ele senão não teriam seus pecados perdoados.

Todos sabemos que só Deus pode perdoar pecados, significando que apenas Cristo pode se oferecer como substituto para tomar o castigo do povo, conforme Isaías 53.:

"Por que esse homem fala assim? Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?" Marcos 2:7

Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. Salmos 130:4

Nos evangelhos também lemos o Senhor dizendo aos que nele não criam, que morreriam em seus pecados, quer dizer, não seriam perdoados por não o estarem dando ouvidos, e estarem se rebelando contra as palavras do Senhor:

Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados. João 8:24

Este Anjo do SENHOR era na verdade um representante direto do próprio DEUS, que tinha capacidade para representá-lo plenamente. Quem ainda tem dúvida que ele era o próprio Senhor Jesus leia Êxodo 33, como o Senhor diz a Moisés que enviaria um anjo junto dele, e então mais para frente Moisés pergunta ao Senhor "não me tens feito saber quem irá comigo", e o Senhor lhe responde no verso 14 "Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei descanso". Se você estudar as aparições do Anjo do SENHOR em todo o antigo testamento apenas vai reforçar a convicção de que este anjo na verdade era o próprio SENHOR JESUS.

Outra importante característica é que o nome do SENHOR foi dado ao Anjo do SENHOR:

Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um. João 17:11

Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei pelo nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura. João 17:12

A ele devemos ouvir e obedecer, é a mesma recomendação dada ao tratamento devido ao profeta prometido por Moisés. O Senhor declara que protegeu e guardou os seus discípulos, assim como fazia o Anjo do SENHOR no antigo testamento.

Além do mais o Senhor Jesus disse claramente que tanto a lei quanto os salmos e profetas falaram a respeito DELE:

E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Lucas 24:44

Moisés falou de JESUS CRISTO:

Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. João 5:46

E o próprio povo que escutava ao SENHOR declarou que ele era o profeta do qual Moisés falava:

Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. João 6:14

Então muitos da multidão, ouvindo esta palavra, diziam: Verdadeiramente este é o Profeta. João 7:40

Agora você também entende melhor a pergunta que João Batista fez através dos seus discípulos ao Senhor Jesus dizendo "és tu AQUELE que havia de vir, ou ainda devemos esperar outro?" Certamente João se referia ao texto de Deuteronômio 18, o profeta semelhante a Moisés que tanto eles aguardavam. E a resposta de JESUS deixa claro que ELE É aquele de quem Moisés falava. Se lermos o livro de Hebreus veremos também maravilhosamente bem explicado como Cristo tem maior glória do que Moisés e todos os profetas, e também do que o sacerdócio Levítico, do que os anjos todos, pois Ele é o Filho, e isso é muito importante sabermos, que o novo sacerdócio, eterno, da Ordem de Melquisedeque, do qual é o CRISTO, é mais excelente.

Por este motivo concluímos que tanto o Anjo do SENHOR que aparecia muitas vezes no antigo testamento, quanto o profeta do qual Moisés falava, são palavras que apontam e tem o seu cumprimento e revelação na pessoa de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Quando Manoá perguntou ao ANJO DO SENHOR, qual é o seu nome? A resposta foi "porque perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso?" Isso quer dizer que era algo além da sua compreensão. Para Josué o Anjo do SENHOR se declarou como "Princípe (ou Comandante) do Exécito do Senhor". Por isso este Anjo que já não aparece mais no novo testamento, e que no antigo testamento as vezes fala em nome do Senhor, e as vezes fala como se fosse o próprio Senhor (vide como na sarça ardente ele diz "EU SOU o Deus de teu pai..."), vemos que Ele é alguém capaz de representar o Altíssimo perfeitamente, e capaz de redimir o povo das suas culpas, capaz de se oferecer como substituto para os seus pecados, e de ser o Mediador de Uma Nova Aliança, exatamente como diz a escritura de JESUS CRISTO, dizendo que Ele é o único Mediador entre Deus e os homens, pois nele habita corporalmente toda a plenitude de Deus, ele é o único capaz de representar o Eterno de modo completo e pleno, a tal ponto que diz nos evangelhos, que aquele que o vê, na verdade também está vendo ao Pai!

Ele é a imagem visível, do Deus invisível, e só podemos conhecer ao Pai através Dele!

Ele é JESUS! Meu Salvador! JESUS, meu Rei e Senhor! JESUS, o Único Mediador, Eterno, de uma Nova Aliança!

Este assunto é tremendo, e sei que para alguns o que eu disse soa como apenas teorias de interpretação, mas mesmo assim, se você entendeu, louvemos ao SENHOR, nos arrependamos e voltemos nossos corações a JESUS CRISTO!

Arrepende-te Brasil.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O cristão pode ser militar?


Muitas pessoas se pergutam se o cristão pode ser militar, no caso exercer uma profissão como soldado ou policial, uma vez que a bíblia diz "não matarás", mas nestas profissões exige-se o porte de arma de fogo e eventualmente o seu uso letal no cumprimento do seu dever. Algumas pessoas por um sentimento cristão poderiam querer até mesmo mudar de profissão, por não sentirem-se a vontade com a possibilidade de que num confronto tenham que chegar a tirar a vida de outra pessoa. Mesmo assim devemos entender a diferença entre um assassinato banal, criminoso e sem motivo, de um policial que no legítimo cumprimento do seu dever acaba tendo que matar um criminoso por exemplo. Há uma grande diferença entre as duas coisas, e biblicamente falando policia, exército, são autoridades que tem o aval de Deus para manter a ordem na nossa sociedade. Você já viu recentemente os locais onde por exemplo os policiais entraram de greve, e como naqueles dias as pessoas começaram a saquear tudo, não podiam sair de casa de medo dos bandidos.

Já que os homens não rendem o seu coração a Deus completamente, e neste caso não precisaríamos mais de policiais pois não haveriam mais bandidos, mas já que isso não acontece, então polícia e exército são modos de refrear o mal do homem a força nos nossos dias. Não é que Deus tenha prazer na morte das pessoas que morrem, mas já que o homem não quer seguir os conselhos de Deus, autoridades foram constituídas na terra como forma de dar uma certa freada, um pequeno breque na maldade em nossos dias. Por isso um policial cristão, se no cumprimento do seu dever tiver que matar um bandido, ele deverá o fazer, e se não se sente mais confortável com isso ao se tornar cristão, então mude de profissão. É claro que a bíblia condena um espírito assassino, do tipo "vamos sair matando todos os bandidos", não é isso, mas se no evento e cumprimento do seu dever, num legítimo enfrentamento você tiver que atirar de modo letal, terá que o fazer. Eu conheço alguns irmãos que pensam contrário a mim neste ponto, eu os respeito mas não concordo e penso que as escrituras também não.

Se um bandido for assaltar uma casa de alguém e você ver, o que você fará? Vai fazer uma oração com certeza, mas será que você também não irá chamar a polícia? Claro que vai chamar a polícia, ou então não chame, pois o policial que virá pode ser que mate o bandido. Deste modo também, se você morasse num condomínio fechado com segurança particular armada também não poderia morar ali, pois caso algum bandido tente invadir e os seguranças o matem, terá sido em teu favor. Creio que fica bem claro então que não estou falando de uma matança indiscriminada, um espírito violento, mas sim de que é necessário muitas vezes o emprego de força para manter a ordem nesta terra, uma vez que os homens não querem voltar seus corações para o Senhor, e neste ponto polícia, exército, tem um grande papel. Nas escrituras vou ressaltar aqui dois pontos onde se fala a este respeito, mas um deles é quando João Batista fala dos soldados, que eles deveriam se contentar com o seu salário (significando que não deveriam ser corruptos mas justos no cumprimento do seu dever). João não condenou eles por serem soldados, apenas falou que deveria ser soldados justos. O mesmo ocorre com políciais, militares em geral, ou seja quem for, sejam apenas justos, não usem violência desnecessária, não tratem ninguém mal, mas um soldado não é uma bailarina, ele precisa as vezes usar o emprego da força quando necessário. Não tem jeito, faz parte da profissão.

Outro momento na bíblia que fala da questão é quando Paulo fala da autoridade, que traz consigo a espada, e não é a toa, mas sim para punir os malfeitores. Paulo apenas diz que se você não quer ter problema com ela então faça o bem, e também a escritura é muito clara de que Deus julgará os injustos juízes ou soldados. Se você é um cristão e militar você está carregando a espada, e deve saber usá-la de modo justo, sem se deixar levar pelo ódio vigente em nossos dias, sem ter prazer na morte das pessoas, mas também, você tem que entender a responsabilidade que você tem, se não quer tê-la, ore a Deus e procure outra ocupação, ou pela para trabalhar apenas em serviços burocráticos internos.

A orientação de João Batista aos soldados

E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo. Lucas 3:14

Paulo falando sobre a autoridade trazer consigo a espada

Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Romanos 13:3,4

Eu sei que alguns podem distorcer o que estou falando e dizer que estou fazendo apologia a violência e assassinato. Bom, tudo poderia ser resolvido se todos abraçassem as palavras de Jesus, mas como não é assim, então vezes ou outra é necessário parar o mal a força.

Deus abençoe todos, inclusive políciais e militares, inclusive os que são cristãos!

Que Deus seja com vocês!

Arrepende-te Brasil.

sábado, 12 de agosto de 2017

A crucificação na visão do médico francês Dr Pierre Barbet


“Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo.

Posso, portanto escrever sem presunção a respeito de morte como aquela.

Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou “hematidrose”, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus.

Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheia de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas.

Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim. O sangue começa a escorrer.

Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos.

Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas.

Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes.

Um suplício que durará três horas. O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam-se à estaca vertical.

Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. A ponta cortante da grande coroa de espinhos penetram o crânio.

A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semiaberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico. Jesus é envolvido pela asfixia.

Os pulmões cheios de ar não podem mais se esvaziar. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá levar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável! Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas.

Todas as suas dores, a sede, as câimbras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”. Jesus grita: “Tudo está consumado!”. Em seguida num grande brado diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E morre. Em meu lugar e no seu.”

Dr. Barbet, médico francês.

"Texto retirado da internet, o achei em diversas fontes, por isso preferi não citar nenhuma."

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Removendo o momento financeiro dos cultos e a obrigatoriedade dos dízimo e ofertas


Uma das coisas que atualmente mais tem causado rejeição ao evangelho é justamente o(s) momento(s) financeiro(s) durante os cultos. Eu não sei de onde tiraram a ideia de que temos que parar o culto a Deus para colher ofertas e donativos. Muitos dizem que isso é uma parte do culto, tão importante quanto o louvor e a palavra. Inventaram assim, infelizmente, um jeito de dar um espaço para o dinheiro e ele ganhou um grande terreno na igreja atualmente. Não há segredo para ninguém que quem custeia as igrejas são os próprios membros delas. Nada de errado nisso. Mas será que é necessário em todo culto, pararmos o culto, para recolher donativos? Eu sei que não é necessário, aliás, não tem necessidade nem de mencionar o assunto todo culto, toda hora. Quando as pessoas entram na igreja elas entram para receber e não para dar. Você tem que estar preocupado em dar Jesus para elas, assim como Ele é, simplesmente esqueça do momento das ofertas, não perca tempo precioso do culto com isso.

Se você está pregando um Deus que pode salvar a pessoa da condenação eterna do inferno, creia então também em um Deus que pode trazer sustento para todas as atividades da igreja sem a necessidade de mendigar ofertas de ninguém. Na verdade as pessoas que desejam ajudar com alguma coisa o farão de livre e espontânea vontade, e com responsabilidade, ninguém por exemplo vai deixar de comprar leite para seu filho para contribuir com a manutenção da igreja. E se não quiserem contribuir? Nada lhes pesará em contrário. Ninguém é obrigado. Algumas pessoas hoje contribuem pensando em comprar bênçãos de Deus, comprar um pedacinho no céu, já outras, contribuem por medo do inferno, medo do devorador, mas se olharmos como fazia a igreja primitiva neste assunto veremos que eles simplesmente repartiam os donativos entre os mais pobres, órfãos e viúvas, e alguns  dos pastores que viviam também de donativos, como era o caso de Pedro por exemplo, viviam uma vida simples como os demais irmãos pobres. Eles comiam o mesmo que os pobres comiam.

Se vocês se importam mesmo com evangelismo, e em trazer as pessoas a conhecer Jesus Cristo, um ponto importante a ser banido hoje em dia dos cultos é o momento de ofertas, e a obrigatoriedade do dízimo. Façam isso e vejam se Deus não irá suprir tudo que vocês tem necessidade. Não sejam gananciosos, se contentem com o que Deus está mandando. Quero dizer, se o Senhor está mandando sustento para vocês se reunirem com 5 pessoas, não deem um passo maior que a perna, não queiram ter um lugar para 500 pessoas. Andem passo a passo, na simplicidade, na humildade, e o Senhor mesmo te levará até o que Ele quer de você. Vejo muitos hoje que desejam fazer grandes coisas sem que o Senhor os tenha enviado a realizar. De que adianta você querer abrir uma grande igreja se o Senhor não está te mandando fazer isso? Então você remova o momento de oferta do culto. No máximo se você quiser deixe uma urna em algum canto, sem muito destaque, para que se alguém quiser deposite alguma contribuição. Nós não fazemos isso, não deixamos urnas em nossos cultos, gazofilácio, mas se quiserem deixem num canto ali e não toquem no assunto. Não precisa nem deixar em todos os cultos, deixe só de vez em quando, Deus mesmo vai mandar sustento, as pessoas vão vir falar com você que querem ajudar, ou então, Deus não tem realmente enviado você a fazer esta obra, pois não está te dando provisão para ela.

Do mesmo modo também saiba de uma coisa, ter a provisão, nem sempre significa ter o sim de Deus. Então seja responsável na administração destes recursos, pois senão Deus poderá te ter como culpado de estar roubando e comendo o pão do órfão, da viúva e do necessitado. Vou dar um exemplo, se alguém nos dias dos apóstolos viesse até Pedro e lhe desse uma Mercedes Benz no valor de uns R$ 800 mil de reais, você sabe o que Pedro faria? Iria vender e repartir o dinheiro com os mais pobres, e se ficasse com algo seria apenas o necessário para comer e vestir. Algo deste tipo ele faria, Pedro não iria bater no peito e dizer "olha, Deus me abençoou com uma Mercedes Benz". Não pastor! Não é para você que Deus dá, é para ser repartido também com o pobre, com o órfão, com a viúva, e com o necessitado, e a bíblia dá regras muito claras de como isso deve ser feito, com sabedoria e sem favorecer aproveitadores. Mas hoje em dia os pastores sempre recebem os presentes mais luxuosos, extremamente luxuosos, e não repartem mais, acham que é para si mesmo que estão recebendo, mas nos dias de Pedro, tudo que era depositado aos pés dos apóstolos ia para as viúvas e necessitados.

Alguns de vocês podem entender, estão roubando a Deus, estão roubando a oferta do Senhor, estão roubando ao pobre, a viúva, ao estrangeiro, ao necessitado, na Casa do Senhor se encontra ganância e corrupção!

Se você quer pregar Jesus, por favor, remove o dinheiro da história!

Deus é quem mantém a sua igreja! O devorador que você tem que ter medo é o lobo devorador que vem em pele de ovelha! Esta está devorando a Palavra nos púlpitos, devorando as almas e os corações!

"E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha." Atos 4:32-35

Arrepende-te Brasil

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um sinal de arrogância e complexo de superioridade


A bíblia é muito clara quando fala a respeito da humildade, e quando podemos compreender da lição bíblica que você não é melhor do que ninguém, e que nenhum homem é melhor do que outro homem. Exaltar-se comparando-se uns aos outros é um tremendo engano que precisa ser cortado do nosso meio. Um homem se compara com outro homem e se acha melhor, ou então você mesmo olha para alguém e acha que ela é muita coisa. Isso é idolatria. Os fariseus na bíblia tinham uma unção muito estranha, a unção deles os permitia ser capazes de enxergar até mesmo o mínimo erro na vida dos outros, que fosse do tamanho de um cisco, mas não permitia que eles vissem os seus próprios erros, mesmo que fossem do tamanho de uma enorme trave em seus próprios olhos. Eles eram cegos tentando guiar outros cegos.

Um sinal que quero deixar aqui de arrogância e complexo de superioridade é justamente quando olhamos para os nossos pecados de longe "com um telescópio", mas para os pecados dos outros somos capazes de olhar de perto "com um microscópio". Isso é algo poderoso pois o Senhor Jesus nos ensinou a primeiro aprender a lidar com as nossas próprias falhas para depois podermos AJUDAR (lembre disso, AJUDAR) o nosso próximo com as falhas dele. Isso quer dizer que na sua "intensa" busca por santidade e santificação você jamais pode esquecer que você é apenas um miserável pecador. Você não pode começar a olhar para a idolatria do ministério dos outros enquanto teu próprio está naufragando em idolatria. Não tem como, se você não é arrependido dos seus próprios erros, se não se permitiu ser tornado em uma pessoa sensível ao seu próprio pecado pelo Espírito Santo, você não vai conseguir ajudar as pessoas com os seus pecados, vai apenas matá-las, repreendendo elas, mas não pelo Espírito Santo, e sim num espírito altivo, soberbo e orgulhoso.

Há duas formas de repreender pecado, e não é apenas abrir a boca e soltar a língua e falar! Não, não, não, não é mesmo! Uma das formas de repreender pecado é pelo poder do Espírito Santo, e a outra é pelo orgulho carnal e religioso! Você pensa que os fariseus nos tempos de Jesus Cristo não repreendiam pecados? Repreendiam até demais! Mas muitas vezes estavam fazendo isso através de um espírito de condenação e sem muita graça! Resultado, não ajudavam os pecadores a chegarem até Deus, pelo contrário, suas repreensões muitas vezes causavam morte e não vida, e eles sempre culpavam as pessoas que os ouviam de serem "os carnais" enquanto não percebiam que na verdade a unção na qual eles andavam era defeituosa! Faltava-lhes o Espírito Santo de Deus! Careciam ser ungidos e mais quebrantados, careciam de conhecer mais a Deus e também careciam e muito (como nós todos carecemos hoje) de reconhecer melhor as suas próprias falhas, misérias e limitações!

Estes eram os fariseus, o pecado era tolerado se fosse entre eles, basicamente era como se o pecado entre eles fosse "santificado", já que eles se consideravam "guias de cegos". Mas quando o pecado estava na vida dos outros, uau, rápida condenação, e graças a Deus Jesus Cristo veio a este mundo com poder para curar as feridas dos nossos pecados e rebeliões contra Deus. Graças a Deus que Jesus veio a este mundo e não somente tentou colocar um remendo de pano novo na nossa velha natureza, mas o Senhor foi no nosso coração e o mudou eternamente. Ele nos deu um novo coração, e cheio do Espírito Santo, e por isso já não podemos mais andar em arrogância e complexo de superioridade. Prestemos atenção a idolatria da nossa própria casa, e depois ajudaremos os outros com a idolatria na casa deles. Nos humilhemos perante Deus por nossas próprias falhas, e depois seremos ungidos para ajudar nosso próximo com as falhas dele. AJUDAR, lembre bem, AJUDAR.

De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Lamentações 3:39

Arrepende-te Brasil.

sábado, 5 de agosto de 2017

Os 40 mártires de Sevaste (do gelo)


No dia 9 de março, completou-se 1694 anos da morte dos 40 mártires do gelo. Você conhece a história destes homens?

No ano 320 d.C., milhares de cristãos se espalhavam pelo Império Romano. Apesar de toda perseguição, o número dos cristãos só aumentava. Havia cristãos em todas as esferas da sociedade. Inclusive nas forças armadas, obrigatória para todos os cidadãos do império.

Era comum a religião entre os soldados. Em cada local onde as legiões de soldados romanos se encontrava haviam lugares de culto a Mitra, a Jesus, a César, enfim, àquele que tais soldados consideravam seu Deus. 

O episódio dos 40 mártires foi um dos mais estranhos da história. A começar pelo fato de um número grande de soldados serem mortos por seus próprios companheiros. TUDO COMEÇOU QUANDO o imperador Licínio exigiu que as tropas sacrificassem à sua imagem. Agrícola, governador da região onde estavam os 40 soldados, fez valer a ordem do imperador. O governador Agrícula, no início de março de 320 d.C., levou à tropa que estava em Sevaste (atualmente na Turquia) a ordem de Licínio.

No entanto, 40 dos soldados que estavam ali eram cristãos. Estes, se recusaram oferecer sacrifícios em adoração ao imperador. Segundo o relato de alguns dos Pais da Igreja, um dos 40 disse assim:

– Não vamos sacrificar, pois isso é trair a nossa santa fé.

O governador, calma mas firmemente respondeu:

– Mas, o que vocês falarão aos seus companheiros? Pensem! Somente vocês, de toda a tropa de César, irão desafiá-lo? Pensem! Pensem na vergonha que vocês trarão aos seus companheiros e à sua legião!

Mas, ainda assim, eles permaneceram firmes em sua posição.

– Desonrar o nome de nosso Senhor Jesus Cristo é algo mais terrível ainda!

O governou respondeu:

– Vocês estão loucos! Vocês não têm nenhum senhor senão César! Em nome dele eu prometo a promoção para o primeiro de vocês que der um passo à frente e cumprir o seu dever de sacrificar ao imperador!

Após breve pausa, nenhum deles se moveu. Então, Agrícola mudou sua tática:

– Vocês irão perseverar em sua rebelião? Se perseverarem, preparem-se para a tortura, para a prisão e para a morte! Esta é a sua última chance. Vocês irão obedecer ao imperador?

 Embora sabiam que o governador não estava brincando, os soldados mativeram-se firmes em sua resolução. Outro deles afirmou:

– Nada que você vier a nos oferecer substituirá o que perderíamos no outro mundo. Quanto às ameaças de tortura, prisão e morte, aprendemos a negar o nosso corpo quando o bem-estar de nossa alma está em jogo.

– Açoite-os!, gritou Agrícola.

Os próprios companheiros de farda tiveram de prender e açoitar cada um de seus companheiros. Levaram-nos para fora, no frio gelado de Sevaste, tiraram-lhes as roupas e os amarraram em postes. Depois de amarrados, foram chicoteados severamente. Após isso, chicotes com pequenos ganchos de ferro rasgaram suas peles nuas espalhando sangue sobre o gelo.

Em meio ao sangue sobre o branco da neve e aos gemidos de frio e de dor, os soldados que espancaram seus próprios companheiros deixaram o local do açoite sem que nenhum dos 40 soldados cristãos voltasse atrás em sua decisão. Depois de algum tempo, Agrícola ordenou que os 40 fossem presos em sua masmorra até que Lísias, o comandante daquela legião, chegasse a Sevaste.

QUANDO LÍSIAS CHEGOU, após fracassar em convencer os 40, chamou Agrícola e ordenou que os levasse para a lagoa, do lado de fora. Lá, segundo os escritos dos Pais da Igreja, fazia um frio de cortar as bochechas.

– Vocês ficarão nus, no lago, até decidirem sacrificar aos deuses, disse Lísias aos soldados.

Imediatamente, todos os soldados tiraram suas roupas e correram em direção à lagoa, extremamente gelada, envolta por neve em suas margens. Correndo, alguns dos soldados gritaram:

– Somos soldados do Senhor e não tememos nada. O que é morrer, senão entrar na vida eterna? Cantemos, irmãos!

Perplexo, Agrícola viu seus guardas puxando uma canção e correram para o lago congelado. Chegou a ordenar que colocassem grandes banheiras ao redor do lago. Sua esperança era que os soldados, antes de congelarem, se arrependessem e saíssem de lá para se aquecer e sacrificar ao imperador. Alguns soldados gritavam para os que estavam no lago tentando convencê-los a sairem de lá. 

EM ALGUM MOMENTO, um dos soldados que estavam fora do lago disse estar vendo espíritos com coroas de ouro pairando sobre o lago, parecendo estar estendendo roupas para aqueles que congelavam no lago. Seus companheiros disseram que ele estava ficando louco por causa do frio. Além de estar extremamente escuro não se podendo enxergar quase nada, o frio esfaqueava seus rostos.

Naquela hora, um dos 40 que estavam no lago saiu correndo em direção a uma das banheiras aquecidas. Ajudado por soldados que estavam do lado de fora, mergulhou numa das banheiras quentes e morreu instantaneamente por causa do choque térmico. Entrando em convulsão, acabou morrendo ali.

O guarda que estava do lado de fora e havia tido a visão, mais que depressa tirou suas roupas e se juntou aos mártires dentro do lago. 

Na manhã seguinte, Agrícola foi avisado de que haviam 40 soldados mortos dentro do lago, e mais um morto quando quis escapar do lago. Ordenou que seus corpos fossem tirados do gelo e queimados. As cinzas deveriam ser jogadas em um rio que passava ali por perto.

Então, algo inusitado aconteceu. O responsável por jogá-los no fogo percebeu que um deles estava aparentemente vivo e gritou:

– Ei, temos um vivo aqui! É Melito! Coitado, ele é apenas um garoto.

Outro soldado disse:

– É um garoto aqui do local. Ei, veja sua mãe lá.

O soldado acenou para a mãe de Melito e pediu que ela se aproximasse. Ao chegar perto, disse para ela:

– Escute-nos, mãe. Leve seu garoto para casa, salve-o. Nós iremos olhar para outro lado.

A mulher, profundamente triste, vendo seu filho aparentemente morto, respondeu repreendendo-os:

– Que conversa é essa? Vocês querem privá-lo de sua coroa? Eu nunca deixaria isso acontecer!

À medida que os corpos dos mortos eram colocados sobre uma espécie de vagão que os levaria para a fogueira, sua mãe fez toda a força para levantá-lo fazendo com que seu filho se juntasse aos demais cristãos.

Chorando muito, a mãe disse:

– Vá, filho. Vá para o fim dessa jornada com seus companheiros a fim de que você não seja o último a se apresentar diante de Deus.

Um dos guardas bateu com as mãos na cabeça, olhou para cima e disse:

– Cristãos! Eu simplesmente não os entendo.

Basílio de Cesareia (séc. IV) foi outro que também narrou e escreveu a respeito dos 40 mártires. Basílio disse ter conhecido alguns homens bastante idosos que foram companheiros dos bravos 40 mártires.

Creio que a história desses homens deve nos levar a pensar em nossas próprias vidas e histórias. Devemos viver como homens e mulheres que já morreram também. Embora o martírio vermelho não exista entre nós, aquilo que os Pais da Igreja chamaram de Martírio Branco ainda nos desafia. 

O martírio branco é o morrer diariamente sem o derramamento de uma gota de sangue. É o morrer para este mundo, para o pecado, para as nossas próprias vontades. É lembrar todos os dias de que já não vivemos mais, mas que Cristo vive em nós. Não nos esqueçamos nós também de que morremos com Cristo. Vivamos como tais, a fim de que a luz e a graça de Cristo resplandeçam mais e mais através de nossas vidas.

Fonte: wilsonporte.org