Arrepende-te Brasil

"O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra." Salmos 121:2

Arrepende-te Brasil

Contra os falsos mestres

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O mártirio de André, apóstolo - 70 d.C.


André, o apóstolo, crucificado em Patras

André, o filho de Jonas e irmão de Pedro, era nativo de Betsaida, na Galileia. Ele era discípulo de João Batista. Sendo mais velho que Pedro e tendo conhecido a Cristo primeiro, pôde apresentá-lo a seu irmão como o verdadeiro Messias. Ele, como Pedro, era pescador, e portanto o Senhor prometeu transformá-los em pescadores de homens. Leia João 1:44, 40, 42; Mateus 4:18-19. Sendo um homem zeloso e bem instruído nas doutrinas evangélicas, poderoso em fazer milagres, o Senhor o ordenou como um de seus doze apóstolos. Ele trabalhou entre os Judeus. Leia Mateus 10:2; Marcos 6:7.

André foi muito querido pelo Senhor, sentindo-se mais à vontade com ele do que com o próprio Filipe. Como os demais apóstolos abandonou seu Mestre na hora da crucificação. No entanto, arrependeu do seu erro e se juntou a Jesus e a seus irmãos. Leia Mateus 26:31; Lucas 24;33. Depois, junto com os demais apóstolos, recebeu a grande missão de pregar o evangelho no mundo todo. No dia de Pentecostes recebeu o dom do Espírito Santo, que o capacitou para esta grande obra. Leia Mateus 28:19.

De acordo com este mandamento divino, André saiu e pregou o evangelho em diversos países, onde converteu muitos ao cristianismo. Ele confirmou a doutrina de seu Mestre através de muitos milagres. Depois de terminar a obra que recebera de Deus, Aegaeas, o governador de Edessa, em nome do senado romano, mandou crucificá-lo na cidade de Patras. O que mais contribuiu para a sua condenação, foi o fato de que na cidade de Patras, da Acaia, entre os muitos que ele converteu, se encontrava a Maximília, mulher do governador. Este ficou enfurecido e ameaçou o apóstolo com a Cruz. André respondeu assim: "Se eu tivesse medo da Cruz, nunca teria pregado a majestade e a glória da Cruz de Cristo".

Com isso, os inimigos da verdade prenderam e sentenciaram o apóstolo André à morte. Foi com grande gozo que ele se aproximou da Cruz. Ao enxergá-la disse: "Ó amada cruz! Como eu te almejo! Fico alegre de ver que já está em pé. Chego aqui com a consciência tranquila, cheio de alegria, pois eu, o discípulo daquele que foi cravado na cruz, também poderei ser crucificado". Depois continuou: "Entre mais que me aproximo da cruz, mais me aproximo de Deus. E entre mais que me distancio, mais me distancio de Deus".

Este santo apóstolo ficou pendurado na cruz durante três dias (pois tudo indica que não foi cravado, mas apenas amarrado pelas mãos e pelos pés). Enquanto teve força para falar, instruía o povo que ficava olhando, sobre o caminho da verdade. Entre muitas outras coisas, disse: "Dou graças ao Senhor Jesus Cristo, que durante algum tempo me utilizou como seu embaixador. E agora Ele está permitindo que através deste corpo eu dê uma boa confissão, para depois receber a graça e misericórdia eterna. Permaneçam fiéis na palavra e na doutrina que receberam, instruindo uns aos outros, para que habitem com Deus na eternidade e recebam o fruto de Suas promessas".

Os cristãos e outros homens piedosos imploraram ao governador que permitisse que tirassem André da cruz. Quando o apóstolo ficou sabendo disso, clamou a Deus: "Ó Senhor Jesus Cristo! Não permitas que teu servo que está pendurado nesta árvore por amor de teu nome, seja solto, para novamente habitar entre os homens! Pelo contrário, recebe-me! Ó meu Senhor, meu Deus, Aquele que eu conheço, a quem tenho amado, em quem me apego, a quem desejo ver, e quem fez de mim o que sou". Chegando aqui, o santo apóstolo entregou seu espírito nas mãos de seu Pai celestial.

Fonte, livro: "O espelho dos Mártires"

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O Verdadeiro Fruto do Espírito Santo de Deus


"O engano a respeito do significado de FRUTO DO ESPÍRITO SANTO tem colocado um fardo desnecessário no coração de muitos irmãos que começam a se preocupar com tanta coisa quando SÓ UMA é necessária."

"Esta falta de entendimento sobre o que é FRUTO tem levado muitos a buscarem frutos falsos achando que com isso estão agradando, comprando ou ganhando pontos com Deus."

"De dentro do homem é que procedem os maus designios, de dentro do homem também é de onde procederá o FRUTO DO ESPÍRITO SANTO!"

"O ESPÍRITO SANTO é uma Fonte Aberta dentro de nós contra toda a impureza."

"Quando a bíblia fala de produzir fruto ela não está dizendo sobre ganhar almas, fazer número de discípulos, obras de evangelização, nada disso. Produzir fruto não é algo externo, exterior, mas sim algo que nasce no interior do homem. Algo que foi plantado pelo próprio Deus no lugar mais secreto de cada coração que o aceita. Produzir FRUTO é a capacidade que o ESPÍRITO SANTO nos dá de gerar DENTRO de nós tudo aquilo de bom que há DENTRO de CRISTO!"

"Produzir frutos é GERAR em mim tudo de bom que há NELE!"

"JESUS alertou que muitos iriam dizer que pregaram muito, expulsaram muitos demônios, curaram muitos enfermos, e ainda assim não O teriam conhecido!"

"A igreja hoje toma como prova de espiritualidade tais coisas como dons de curar, pregar, evangelizar, expulsar demônios, mas JESUS tomou como prova da vida de Deus em nós o caráter bondoso e justo de CRISTO sendo moldado em nosso viver a cada dia pelo Poder do Espírito."

"A bíblia fala dos dons espirituais, mas em todo texto que fala dos dons espirituais ela sempre enfatiza o fruto (caráter) muito acima dos dons."

"Alguns querem que você acredite que dar frutos para Deus é trabalhar duro em obras de evangelismo, construindo igrejas, seja lá o que for, até você ficar extenuado e exausto espiritualmente e perder de vez a sua fé. Eles querem que vocês amassem barro para erguer os palácios de Faraó. Mas Cristo já nos libertou da escravidão naquela cruz, que possamos agir a luz desta liberdade que Cristo nos concedeu, andando em uma novidade de vida no Espírito de Deus."

"Dar fruto a trinta por um não é ´salvar trinta almas´, ou dar trinta reais de oferta, ou pregar para trinta pessoas. Os fariseus oravam, jejuavam, davam esmolas, dízimos, não mediam esforços para pregar para os pagãos, se vestiam com modéstia, eles eram campeões de religião, exteriomente, aparentemente, perfeitos, mas não tinham a vida de Deus em si mesmos. Quer dizer que você pode fazer tudo que pensa que tem que fazer para 'comprar e agradar' a Deus e ainda assim não ter Deus fluindo e liberando vida em seu coração — isso é assim por que é pela graça, pela fé, é um dom de Deus, um presente imerecido que você tem de receber. Alguns estão cansados  e morrendo numa overdose de religião, tentando carregar um fardo pesado, que como disse Pedro ´nem nós nem nossos pais pudemos suportar´, tentando comprar Deus e ganhar Deus pela força e pela violência."

"Dar fruto significa multiplicar o caráter de JESUS em nós, isso é glorificar a Deus."

"JESUS disse qual era a obra de Deus, e era ´crer naquele que ELE enviou´. Como bons fariseus, eles sempre pensavam naquilo que eles tinham que fazer, mas o Evangelho é muito mais a respeito do que DEUS fez do que a respeito do que eu e você temos que fazer. Sem glorificar o que Cristo fez, nada do que você ou eu venhamos a fazer terá valor eterno. Sem reconhecer o que Cristo fez, sem lembrar o que Cristo fez — pois muitos estão tão preocupados com o que eles tem que fazer que já estão apagando de suas memórias aquilo que Cristo já realizou."

"O que JESUS realizou é a FONTE da qual todo sedento por salvação e perdão dos seus pecados pode beber constantemente dia após dia."

"A obra de Deus, nas palavras de JESUS, não eram obras de evangelismo, rotinas de igreja, e todas estas coisas com as quais a igreja está tão ocupada hoje que não tem mais nem tempo para Deus — pregações intermináveis, reuniões e mais reuniões para tratar de assuntos administrativos. Não, a obra de Deus significa — aquilo que DEUS OPERA — a obra de DEUS significa; aquilo que DEUS faz!"

"Eles queriam saber como ´fazer as obras de Deus´, e JESUS disse para eles que a obra de Deus — aquilo que Deus opera — é crer naquele que ELE enviou. Deus enviou Jesus. A obra de Deus é operar a fé em Cristo em nossos corações! Nicodemos se achegou ao Mestre tarde da noite, o teor da conversa foi mais ou menos a dúvida de muitos "o que EU faço" para herdar o Reino dos Céus, e Jesus lhe dizendo o mais simples "tem que nascer de novo"."

"Alguns irão falar, tem que se arrepender, mas o que é arrependimento senão ir até Deus assim como você está? Leia Lucas 15, o filho volta ao Pai todo sujo, assim como estava, é este o arrependimento que Deus espera de nós, os nossos corações retornando para ele e então nossos corações se tornam acessíveis a Deus para que ele possa moldar o caráter de Cristo. Este primeiro passo é onde a mente carnal se confunde, a mente religiosa naufraga, mas aquele que é humilde de espírito se torna invencível."

"Um jovem perguntou a Jesus "o que fazer para herdar o reino dos céus", como nascer de novo? E Jesus respondeu a Nicodemos sobre o batismo do Espírito Santo. E como seria dado o Espírito Santo? Ah, só Jesus é Aquele que batiza com o Espírito Santo! Como fazer para recebê-lo? Pedindo! Como Jesus conquistou o direito de batizar com o Espírito Santo a pecadores como nós? Oh sim, foi através do que Ele fez na cruz!"

"Ser batizado com o Espírito Santo não te torna inerrante, invencível e nem infalível. O que nós fizemos nos tirou o direito ao Espírito de Deus, o que Ele fez nos deu este direito novamente."

"A bíblia é muito mais um livro a respeito do que Jesus fez do que um livro a respeito do que eu e você temos que fazer."

"O que tínhamos que ter feito, não fizemos. O que não deveríamos fazer, já foi feito. E agora, só quem pode arrumar toda esta bagunça do pecado e nos reconciliar com o Pai se chama Jesus. O que fizemos já tirou de nós o céu e glória, fomos destituídos, mas o que Ele fez, pode trazer de volta o Espírito de Deus para habitar em nós!"

"Na religião de Nicodemos era  muito valorizado o que nós temos que fazer, e veja, quão grandes coisas os homens conseguem fazer sem Deus! Ele queria saber o que fazer, estava tentando que Jesus lhe desse umas regras a mais, umas proibições a mais, uns jejuns a mais, seja lá o que for, e Jesus estava sempre apontando para o seu próprio sacrifício — muito acima do que uma religião de obras mortas era o sacrifício do Filho do Deus Vivente em favor de todos os homens!"

"A novidade de vida começa portanto de dentro para fora e não através da observância de regras, preceitos e rituais apenas exteriores, que tem aparência de piedade segundo a carne mas não tem efeito algum para realmente mortificar a carne e vivificar o espírito. Regras sob regras e mandamentos sob mandamentos que não tem o poder de vivificar o pecador e de abrir os seus olhos espirituais para Deus."

"O que é fruto então? É o caráter de Jesus Cristo sendo moldado em nós, não é filhos e filhas espirituais, não é igrejas e mais igrejas abertas, não é ter pastores trabalhando com você, é andar cada vez mais como Cristo andou, amar cada vez mais como Ele amou, ser cada vez mais mudado, de glória em glória na sua perfeita imagem e semelhança, a semelhança verdadeira do/de um Filho de Deus!"

"O Espírito Santo nos adota, é o Espírito de Adoção, é isso que diz a bíblia. Por isso o Evangelho não tem nada a ver com uma mensagem que visa apenas trazer um alto padrão moral para a sociedade, é uma mensagem de salvação eterna."

"A mensagem do moralismo parece piedosa, parece santificada, mas não carrega em si mesma o poder de Deus para salvar todo aquele que crê. Reduzir Jesus a um monte de regras morais é apenas não compreender o porque ele teve que morrer para nos salvar. É incompreender a falha do homem e a sua incapacidade de se melhorar ao nível requerido por Deus, a perfeição absoluta — pela qual lutamos com todo nosso ser hoje, mas que de fato só será atingida em plenitude no céu —, sozinho. O sacrifício de Jesus é muito mais excelente a Deus, e a sua obediência perfeita precisa ser reconhecida pelos cristãos como catapulta que nos atire nos braços do Pai para sermos limpos pelo poder, pela obra, pela atuação do Espírito Santo."

"O FRUTO DO ESPÍRITO é aquilo que é genuinamente GERADO PELO ESPÍRITO SANTO! Quando JESUS disse que precisamos nascer de novo, da ÁGUA E DO ESPÍRITO SANTO, isso quer dizer, ser novamente gerados POR DEUS, não pela vontade humana, não pela religião humana, não pelo poder humano. FRUTOS do ESPÍRITO é aquilo que é gerado pelo Espírito Santo em nós. Maria recebeu a virtude do Espírito Santo e gerou a Jesus Cristo, nós também, em figura, semelhantemente, devemos receber a virtude do Espírito Santo que gerará em nós um fruto, e este fruto é JESUS CRISTO."

"Jesus Cristo é O Verdadeiro Fruto do Espírito Santo que deve ser cultivado e gerado em nós. Isso faz de nós filhos de Deus, pois Cristo em nós é a esperança da glória."

A oração do pastor é mais forte do que a oração das ovelhas?


Algumas pessoas se achegam para pedir oração aos pastores como se a oração deles fosse mais forte, ou como se eles possuíssem algum tipo de ligação especial para com Deus que os demais não possuem. A verdade é que esta divisão que há hoje na igreja, no corpo de Cristo, entre leigos e sacerdotes e algo que acabou no Novo Testamento. No antigo testamento você tinha a tribo de Levi, que era uma tribo sacerdotal, eles cuidavam do culto e tudo mais. Porém, no novo testamento, todos nós fomos comprados por Jesus Cristo para sermos reis e sacerdotes. Não há "clero e leigos" no corpo de Cristo. Há sim diferentes dons que operam conforme a vontade do Espírito Santo. Nenhum dos apóstolos em suas cartas tratou os demais irmãos como inferiores em conhecimento de Deus (e eu ainda quero postar um breve estudo sobre isso algum dia se Deus quiser). Nenhum dos apóstolos tratou os demais irmãos como se eles fossem mediadores entre eles e os irmãos. Todos sempre trataram os irmãos como irmãos e sabendo muito bem que, o único acesso a Deus Pai é através de Jesus Cristo Seu Filho. Nós não temos santidade suficiente para isso, portanto faz-se necessário um Mediador. O único Mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo, e no seu corpo, a sua igreja, servimos uns aos outros por amor e com os dons preciosos que Ele mesmo nos deu para edificarmos uns aos outros.

Digo isso pois algumas pessoas se achegam a pastores para pedir oração (ou a profetas), como se eles fossem os "homens mais próximos de Deus" que existe. Ora, não é verdade isso! Isso é falta de entendimento de qual seja a dimensão do acesso que temos ao Pai através de Seu Filho Jesus! Podemos ir diretamente a Deus, ainda que precisamos da oração de uns pelos outros, mas não chegue a ninguém pedindo oração como se Deus só pudesse ouvir a oração do pastor mas não a oração das ovelhas! Ambos se achegam ao Pai através de um único Senhor, Jesus Cristo! Além do mais, biblicamente falando, um irmão que tem dom de pastor é um irmão, e a oração da ovelha pelo pastor é tão importante quanto a oração do pastor pela ovelha, pois a bíblia diz para orarmos uns pelos outros. Um irmão orar pelo outro irmão diante de Deus, para que sendo nós misericordiosos também possamos alcançar misericórdia. Pedro nunca disse aos irmãos assim "se vocês tiverem algum problema me mandem uma carta que eu vou orar a Deus em favor de vocês!" Você nunca vai ver um apóstolo se colocando como mediador, eles sempre disseram mais ou menos isso "vão até Deus vocês mesmos, façam SUAS próprias orações, SUAS próprias súplicas!"

Mas alguns hoje insistem em achar que Deus vai ouvir mais "o pastor", "o profeta", "o bispo", do que a eles mesmos. Olha, escuta, se você vai achegar a Deus tem que acreditar nele, ponto final. Se você nem acredita que Ele pode te escutar, então você não entendeu nada do Evangelho ainda. Se você acha que Deus pode escutar o seu pastor mas não você, você não entendeu nada do Evangelho ainda. Não entendeu o significado de que quando Jesus morreu o véu se rasgou, e que, POR MEIO DELE — SÓ DELE, temos acesso ao Pai! Você não entendeu o Céu que Ele abriu ainda, e por não entender coloca supostos mediadores em sua vida! Sabe aquela conversa de "ah pastor, ora por mim", naquele sentimento de que o pastor é quem pode se achegar a Deus e você não, isso é idolatria e falta de compreensão do sacrifício do Senhor! Há um hino da Harpa Cristã que diz "grata nova Deus proclama, hoje ao mundo pecador, escutai com alegria, Deus é luz, Deus é amor... cego e desviado o homem, dos caminhos do Senhor, desconhece e desconfia, deste Deus o Deus de amor... meios de salva-se inventa, clama roga em seu favor, a supostos mediadores, DESPREZANDO O DEUS DE AMOR."

Nas cartas de Paulo sempre o vemos pedindo oração aos irmãos, ele nunca se colocou como se só ele pudesse orar pela igreja, mas sempre pediu que a igreja orasse por ele e pelos que estavam com ele. João disse que não estava escrevendo por que eles não sabiam das coisas, mas era justamente porque eles sabiam! Eles nunca trataram o povo como leigo e eles sabidos, mas sabiam que aqueles que receberam o Espírito Santo, estes tem recebido conhecimento de Deus! Para de pensar que a oração de um irmão é mais forte que a do outro, você tem um caminho para se achegar ao Pai, assim como eu, e o caminho, a verdade, e a vida é Jesus, mais ninguém! A minha oração por você tem o mesmo efeito que a sua oração por mim, pois não é nem a oração em si, mas o Deus a quem oramos! E nós nos achegamos a Ti, no nome do Senhor Jesus Cristo! Vamos orar uns pelos outros, eu peço oração a todos irmãos, sempre peço, mas não por que penso que eu não posso me achegar a Deus e eles sim! A oração de qualquer irmão, terá o mesmo efeito, se feita no Espírito, que a oração de um pastor ou seja lá quem for! Depende apenas da graça que o Espírito vai nos dar para orar uns pelos outros, e precisamos desta graça, este sentimento de corpo, onde a dor de um se torna a dor de todos os demais membros e que nos leva a orar pelo nosso irmão como se fosse nós mesmos! Por que de fato, acaba sendo!

Deus abençoe a todos!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Perseguição: Um Cristianismo que Renasce em meio as cinzas


Nos dias em que houve perseguição na antiga URSS os comunistas começaram a prender os cristãos e não faziam distinção se uma pessoa era um padre ou um pastor. Eles não perguntavam se a sua igreja era católica, reformada, protestante, pentecostal, ou seja lá o que for. Basicamente nas prisões todos ficaram juntos, todos foram presos juntos, e ali naquele cenário de aflição e angústia por amor a Cristo muitas surpresas aconteceram. O que houve foi que um cristianismo muito mais intenso e verdadeiro nasceu no coração de alguns em meio as provas e dificuldades, e outros que pareciam "tão cristãos" acabaram não conseguindo suportar. Houveram católicos que se sairam melhores do que pentecostais, e luteranos que se sairam melhor do que católicos, houveram enfim, muitas surpresas e ali todos puderam entender que os seus anos de seminário e rotina de igreja não lhe valiam muita coisa em meio a toda aquela provação — ali alguns puderam aprender que na verdade eles dependiam somente de Deus. Não valeu nada a teologia, o conhecimento acadêmico, os títulos que possuiam ou o nome da sua denominação religiosa. Não valeu para nada qual era a sua corrente teológica e qual era a sua interpretação a respeito das profecias sobre o final dos tempos. Na prisão, em meio a aflição, não valia nada se você fosse contra ou a favor da pré-destinação ou livre arbítrio. Todas estas coisas se tornaram fúteis e loucura, a única coisa que você teria para se agarrar era o próprio Deus e isso causou estranheza no começo para muitos que haviam aprendido a vida toda a ter relação com um livro que fala sobre Deus mas não com o próprio Deus em pessoa.

As experiências são fascinantes quanto falamos de momentos de perseguição! Estamos falando de sua fé ser levada totalmente além dos seus limites!

Nos tempos de perseguição, muitas surpresas acontecem! Pentecostais que se gloriam de possuir o poder do Espírito Santo acabam perdendo enquanto aqueles que por eles são chamados de frios ou idólatras acabam as vezes vencendo as provações com o auxílio do Senhor. A situação contrária também acontece, muitas vezes aquele que é chamado de herege ou pertencente a uma seita, acaba vencendo a prisão enquanto aquele que melhor sabia discernir as heresias acaba não suportando a fornalha de aflição. Quando um cristão é jogado no fogo para ser provado (para que se conheça a verdade sobre o seu cristianismo) somente uma coisa irá importar, e é se, será que ele vai permitir ao ESPÍRITO SANTO o encher e fazer com que (em meio a muitas dificuldades) finalmente o fogo que arde dentro dele seja mais intenso do que o fogo que arde fora dele e ao seu redor!? O que vai te sustentar é a presença do próprio Deus, e se nascer em você naquele momento uma fé sobrenatural, um grande amor por Deus, que possa romper de uma vez por todas com tudo neste mundo. Um amor maior que o mundo e mais forte do que a morte, mais forte que o mundo todo, capaz de vencê-lo completamente! Isso aparece nos crentes, quando os cristãos enfrentam a proximidade da morte, como diz a palavra — somos como ovelhas entregues ao matadouro todo dia. 

A realidade da proximidade da morte nem sempre se faz presente quando vivemos em épocas de liberdade como aqui no Brasil, mas em meio a perseguição, o verdadeiro cristianismo nasce e se fortalecem os cristãos. Alguns hoje estão defendendo liberdade de culto, e eu acho bom a liberdade, mas algumas vezes chego a pensar que a única forma de mudar alguma coisa no cenário deste Brasil seja se romper por aqui uma grande perseguição, talvez seja assim o único modo de cairmos em si e as igrejas daqui perceberem o quão vazia e fútil, egoísta e mimada, tem sido a nossa adoração neste dias de liberdade — uma adoração que se preocupa com muitas coisas enquanto apenas UMA é necessária. Eu nos considero hoje, como está escrito, como homens que estão acomodados e assentados sobre as suas próprias fezes na igreja brasileira. É claro que coisas boas também estão acontecendo entre os cristãos no Brasil, mas ainda assim uma mudança completa no cenário todo creio que talvez só pode acontecer em meio a uma perseguição nacional — os cristãos vão ter que ser tirados da zona de conforto seja voluntariamente ou pela força das ciscunstâncias. Mensagens de arrependimento e expondo engano talvez não sejam o suficiente para nos levar a compreender que precisa haver uma mudança de foco na igreja do Senhor, boa parte dela está focada na terra e não no céu, quem sabe se assim como ao redor do mundo, em diferentes partes agora, o cristianismo daqui não possa renascer em meio a perseguições, crises, guerras, caos e calamidades?

O texto acima é apenas uma reflexão, não uma profecia, mas não é um cenário muito distante da nossa realidade. Você mesmo pode dizer para mim, se ao passar por aflições e angústias pessoais a sua fé não se tornou mais forte a cada dia a medida que aprendia a depender e confiar mais no Espírito do Senhor? Verdadeira é esta palavra, que com a tristeza do rosto se faz melhor o coração, e melhor é mais parecido com Cristo, e isso é muito bom! De uma coisa eu sei, passaremos o que tivermos que passar, e que Deus tenha misericórdia de nós e a sua presença nos guarde nos leve a salvo para o Seu Eterno Reino seja pela vida ou seja pela morte!

28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

30 Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Mateus 11

Deus abençoe a todos.

sábado, 13 de janeiro de 2018

O Silêncio do Cordeiro - Leonard Ravenhill


EM SUA JORNADA RUMO À GRANDEZA, JESUS SUJEITOU-SE AO SILÊNCIO

Certa vez um sábio disse o seguinte: “Alguns homens nascem para ser grandes, outros conseguem se tornar grandes, e ainda outros recebem a grandeza por atribuição de terceiros.”

Todas estas três características eram verdadeiras a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Primeiro, ele nasceu para a grandeza — nasceu para ser o primogênito entre muitos irmãos, e para ser o primogênito de entre os mortos. Nasceu para a grandeza, gerado por aquele que é A Grandeza personificada — o Espírito Santo. Ele nasceu do Espírito para a carne, para que nós, que somos nascidos da carne, também pudéssemos nascer do Espírito.

Jesus Cristo também alcançou a grandeza. Mesmo para o Filho de Deus havia crescimento, sofrimento e correção. Ele aprendeu a obediência por intermédio das coisas que sofreu durante uma parte da sua vida terrena.

E, por último, Jesus Cristo recebeu a grandeza por atribuição do Pai. Agradou ao Pai determinar que um dia todo joelho terá de se dobrar diante do Filho e que, para a Glória do Pai, toda língua, em todos os idiomas, O Confessará. Ele, o Filho será o Supremo Juiz das gerações.

Em um livreto intitulado D. Hidden Years (Os anos escondidos), John Oxenham tenta nos contar a história não contada do desenvolvimento humano de Jesus. Entretanto, ele falha terrivelmente nessa tarefa. A interpretação desaba debaixo do peso da sua própria fantasia.

Na sua clássica obra, The Life and Times of Jesus Christ ( A vida e os tempos de Jesus Cristo), Dr. Alfred Edersheim gasta quase mil quinhentas páginas para nos dar a sua interpretação da vida do Mestre. Comparando, ou contrastando com o apóstolo João, este discípulo gastou apenas 21 páginas em seu evangelho para nos apresentar a inspirativa história da vida de Cristo. Mesmo se juntarmos estes dois relatos, ainda assim, iremos chegar à mesma conclusão a que chegou a rainha de Sabá: “Eis que me não disseram a metade...” (2 Crônicas 9:6).

Precisamos nos lembrar novamente, para o nosso próprio bem, que a Palavra “mistério” é a primeira que surge quando pensamos em linguagem teológica. Nosso saudoso e amado irmão Dr. A. W. Tozer costumava dizer: “É sempre bom ter um pouquinho de mistério em nossa alma”. Concordo plenamente! Entretanto, mesmo assim, gostaria de compartilhar com o leitor alguns pensamentos a respeito das maravilhosas e grandes realizações do Nosso Amado Senhor Jesus.

Todavia, não podemos permitir que a nossa imaginação cometa excessos aqui. Tudo que Deus preferiu manter debaixo de mistério, não devemos tentar revelar. Minha preocupação neste estudo, porém, é pensar um pouco, juntamente com o leitor, a respeito dos anos “não revelados” da vida terrena de Jesus — aquele período no qual agradou ao Pai ocultar o Filho.

Para mim, a paciente espera de Jesus, durante estes 30 anos em que esteve “esquecido”, é algo absolutamente fantástico. Quem, a não ser o nosso abençoado Jesus, poderia ter ficado atolado até o tornozelo nas serragens de madeira, no seu ofício de carpinteiro — quieto e em silêncio, no meio de uma religião que oprimia, extorquia e que era corrupta? Quem, senão o próprio Cristo poderia ter mantido um profundo silêncio enquanto homens justos e sedentos lamentavam a demora da vinda do Filho de Davi, levantando altos clamores no muro das lamentações?

Quantas vezes durante aqueles anos Jesus, visitando o Templo e presenciando aqueles inúteis sacrifícios de animais, teria lançado um rápido olhar nos olhos do Pai, esperando com paciência por um sinal para que ele pudesse declarar-se a si mesmo o Poderoso Filho de Deus.

Supondo que Jesus Cristo, enquanto ainda em sua juventude, tenha tido acesso as escrituras, será que ele não teria lido com toda atenção a respeito dos caminhos tortuosos seguidos pelos homens, em sua busca para alcançar o topo da espiritualidade?

Jesus, o Filho de Deus, que deixou a glória do Pai, certamente sabia que Moisés passou quarenta anos aprendendo em uma fazenda de ovelha, em uma das partes mais escondidas do deserto. A saída de Moisés do palácio real custou-lhe a perda das insígnias militares que ele trazia dependuradas em seu peito. Sua mão, que outrora descansava em uma espada real, agora tinha de descansar quarenta anos sob um cajado de pastor.

Durante as leituras que Jesus fez nas escrituras, ele certamente foi levado a ver que seu protótipo, José, também teve um tempo na prisão como sua parte do treinamento da Universidade do Silêncio, a qual Deus leva o seu povo.

Jesus também sabia sobre Elias, que, antes de pôr um fim à jornada de Jezabel, teve de passar por uma mudança, indo de sua fase de herói para um treinamento por um período de 3 anos de descanso no deserto. Durante este tempo ele tinha apenas duas refeições por dia.

“No rolo do livro está escrito a meu respeito” (Salmo 40:7); (Hebreus 10:7). Será que estas palavras revelam que Jesus havia lido o Livro? Ou (sublime mistério), seria verdade que uma vez que Jesus era a Palavra, toda ela estivesse gravada em seu ser, e que mesmo sem jamais a ter lido, ele a conhecesse toda? Afinal de contas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo foram coautores deste livro infalível.

Que paciência ele deve ter tido para ficar vendo aqueles orgulhosos e insuportáveis fariseus: Seus desfiles carnais de todo dia, suas lamurientas orações pelas esquinas da cidade, e sua constante competição para ver qual deles conseguiria mais admiração de um grupo maior de pessoas, por causa da sua “santidade”. Quando Jesus os via tentando roubar a glória de Deus, certamente sentia uma profunda dor em sua alma. O Senhor Jesus Cristo esperou muito tempo antes de, finalmente, chamá-los de “sepulcros caiados” (Mateus 23:27).

Tenho certeza de que Jesus como carpinteiro, fez também caixões funerários, e deve ter visto muitos cortejos fúnebres, contudo não ficava ansioso querendo poder para ressuscitar os mortos. Embora ele fosse “a Ressurreição e a Vida” (João 11:25), mesmo assim, com infinita paciência, esperou o dia quando poderia tocar o esquife do filho de uma viúva e abalar a cidade com a notícia a respeito do seu poder de dar a vida.

Maravilhosa graça do nosso Amado Senhor, que sem ser observado por ninguém, sendo desconhecido e em silêncio, pode se colocar nas sombras enquanto uma imensurável dor assaltava a sua alma e clamava por ouvir a sua voz.

Certa ocasião algumas pessoas elogiaram o Senhor, dizendo: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (João 7:46). Entretanto, geralmente eles O ignoravam ou se opunham a ele. Mesmo assim, o Senhor permaneceu firme e declarou: “Eis aqui estou, para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hebreus 10:7).

A maioria de nós não suporta ser qualificado menos do que o que consideramos ser. Podemos até não buscarmos ser destaque em algum desfile, mas — e aqui está a nossa lamentável fraqueza — necessitamos fazer parte dele. O desfile de “piedade” dos fariseus lhes dava o louvor dos homens. “Eles já receberam a recompensa” (Mateus 6:2), disse Jesus.

Como verdadeiros filhos de Deus que somos, não temos nada propriamente nosso para defender ou promover. Nossa tarefa é apenas carregar o fardo do Senhor, que é leve.

“Existem duas coisas a fazer com relação ao evangelho: Crer e agir”, dizia Suzana Wesley aos seus famosos filhos, Charles e John Wesley.

Talvez Jesus tenha se misturado no meio das multidões durante meses, ouvindo João Batista trovejando as palavras do Senhor. E se realmente foi assim, sua alma, deve ter louvado a Deus entusiasticamente pelo fato de que 400 anos de silêncio profético entre os Testamentos havia sido finalmente quebrado. Jesus teria assistido àquelas cenas de batismo com um coração em brasa, ao ver as multidões aumentando, e os penitentes se prostrando à palavra.

Jesus visitou o Templo onde um dia ele iria encher com a sua glória; contudo, sempre em silêncio. Ele não fez nenhuma exigência, não deu nenhuma dica, não manifestou nenhum poder, não entregou nenhuma profecia, não convocou nenhum discípulo, não reivindicou poder algum, nem destruiu nenhum mal — ele simplesmente aguardou em silêncio, fortalecido, paciente.

Contudo, sua hora chegou. Um dia João Batista declarou: “ Eis!” e ouviu-se uma Voz do céu. O dia da Sua “Graduação” havia chegado. Quanto a alma do nosso Senhor deve ter vibrado de alegria com isso!

Amigo leitor, pastor, será que você está escondido, esquecido em um canto? Não! Ninguém consegue esconder-se dos olhos do Senhor.

E você, solitário e quase exausto missionário, será que está esquecido e negligenciado em algum esquecido vilarejo de algum afluente do Rio Amazonas (ou algum outro rio)? Jamais! Isso é plano de Deus. Ele está moldando a sua vida para a eternidade. Companheiro peregrino, se o abençoado e ungido Filho de Deus pôde esperar com paciência, andar com perseverança, e esperar nas sombras até receber a vindicação do Pai, porque então, você e eu deveríamos ficar nos consumindo de ansiedade?

Leonard Ravenhill.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Falsos profetas não pregam santidade? Conheça a história do Montanismo!


POR VOLTA DO SÉCULO II da era cristã surgiu um movimento que foi denominado montanismo, devido ao nome de seu fundador, Montano, vindo da cidade de Ardabau, Frígia.

Que causa levou ao surgimento deste grupo e quais as suas características?

Na Igreja primitiva tinha-se uma clareza (maior que a de nossos tempos, evidentemente) de que os primeiros tempos do cristianismo, – século I e boa parte do II, – fora dominado por um grande fervor espiritual. Haveria neste período um desejo intenso de seguir a Cristo e observar fielmente o seu Evangelho, rompendo-se radicalmente com tudo aquilo que fosse entendido como sinal do antigo paganismo. Buscava-se a radicalidade absoluta no seguimento de Jesus, ao ponto de se entregar a própria vida sem resistência, se a opção fosse renegar a fé. Muitos chegavam mesmo a procurar as ocasiões de martírio.

Além disso, crê-se que a ação do Espírito Santo era mais visível que nos períodos posteriores, devido às suas manifestações. Assim, a presença dos dons, curas e milagres divinos impeliam os primeiros fiéis a buscarem adquirir um estilo de vida totalmente focado no Espírito. Almejavam serem conduzidos por Deus acima de qualquer outra coisa.

Toda essa realidade indicava, pressuposto, um ardor religioso intensíssimo. Entretanto, conforme os tempos foram se passando, – e ano após ano, década após década a segunda vinda de Jesus ou Parusia não chegava, – parece que todo esse fervor foi gradativamente diminuindo, como também as manifestações do Espírito Santo na Igreja. Esta, por sua vez, foi crescendo e se estruturando. Numa Igreja necessariamente mais hierárquica, foi-se estabelecendo cada vez mais a figura do bispo e do sacerdote como autoridade primordial sobre a Terra, enquanto que a intimidade com Deus e as experiências místicas particulares dos fiéis leigos foram perdendo espaço ou importância na vida da Igreja.

Toda essa situação pode parecer negativa e/ou demonstrar uma espécie de e movimento regressivo na Igreja, mas para alguns é apenas um reflexo natural e inevitável. Nos três séculos que duraram as primeiras perseguições, os cristãos enfrentaram, além do martírio, várias crises que se revelariam futuras controvérsias e debates dentro da própria Igreja, fazendo com que ela mesma formulasse dogmas na tentativa de manter a igreja fiel à sua verdadeira origem. Criou-se então uma divisão muito clara entre o "clero" ou os sacerdotes, e o povo leigo, comum. A idéia é que quanto maior a liberdade dada ao leigo, proporcionalmente maior, também, é o perigo do surgimento de novas heresias no seio da Igreja, que desvirtuariam a original e autêntica mensagem do Evangelho de Cristo. Deste modo, com esta "desculpa" de preservar o evangelho foi que mais e mais começou a se propagar a idéia de que a interpretação da bíblia só poderia ser feita pelos sacerdotes e bispos oficiais da época e não mais pela congregação toda fazendo uma clara divisão entre leigos e sacerdotes que não havia na igreja primitiva.

Para alguns cristãos daquela época, – dentre os quais Montano, – essa situação de aparente esfriamento da fé mostrava que aquela Igreja movida pelo Espírito Santo estava perdendo espaço para uma realidade que valorizava apenas as estruturas clericais. Por consequência, entendiam que, devido a essa situação, era necessário um retorno ao fervor da Igreja Primitiva.

Não haveriam maiores problemas com relação a este movimento e esta linha de pensamento, – e daí poderia até advir alguma renovação positiva na Igreja, – se, para atingir tal fim, os montanistas não tivessem começado a pregar que a segunda vinda de Cristo estava iminente. O grupo dos chamados montanistas exaltava apenas o celibato, em detrimento do casamento (chegando a pregar que por "santidade" os casados deveriam viver em castidade), defendiam uma radical abstinência sexual, jejuns rigorosos, não comer carne, e pesadíssimas penitências. Frisavam excessivamente a ação do Espírito Santo e suas manifestações, ao ponto de o próprio Montano se declarar como o porta voz do Paráclito prometido nos Evangelhos, e afirmar que seria ele a reconduzir a Igreja ao seu verdadeiro caminho. Não é necessário dizer que tudo que ele dissesse precisava ser obedecido sem questionamento uma vez que ele era "o porta voz" oficial do Espírito de Deus.

Montano, antes, havia sido sacerdote da deusa pagã Cibele, antes de se converter ao cristianismo. Passou a afirmar que tinha o dom da profecia, e que havia sido enviado por Jesus Cristo para inaugurar uma "era/dispensação do Espírito Santo". Duas mulheres que o acompanhavam, – Priscila (ou Prisca) e Maximila, – afirmavam também que o Espírito Santo falava através delas. Durante seus êxtases, anunciavam que o fim do mundo estava próximo, conclamando os cristãos a se reunirem na cidade de Pepusa (considerada por eles a terra de avivamento da época?), na Frígia, onde surgiria a Jerusalém celeste, uma vez que uma nova era cristã estaria se iniciando com esta nova suposta revelação divina.

Montano se punha a si mesmo no mesmo nível dos Apóstolos, especialmente Paulo, que não conhecera a Cristo em vida. Na sua visão, o "mais elevado estágio da revelação" havia sido atingido nele. Muitos deixaram suas casas e seus trabalhos e seguiram este grupo, para levar uma vida ascética a fim de se prepararem para a esperada segunda vinda de Jesus. Montano, homem extremamente persuasivo, incitava as pessoas a suportarem jejuns prolongados, fazia com que todos vivessem o celibato e os exortava a desejarem o martírio.

Vida ascética é a pessoa que se entrega a práticas espirituais, levando vida contemplativa com mortificação dos sentidos.

Tertuliano

Tertuliano tornou-se o mais importante convertido ao Montanismo. E com base no Montanismo, fundou a sua própria "Igreja": nascia o Tertulianismo.

É a partir dos escritos de Tertuliano que se conhecem os principais aspectos do montanismo, principalmente, as alegadas "revelações" de alguns de seus membros. O historiador Procópio, que viveu nesta época, narra em seus relatos que muitos montanistas se martirizaram, imolando-se vivos pelo fogo no interior das suas "igrejas" de modo a evitar serem capturados por seus perseguidores.

Ora, no mundo antigo, no final do século I e início do II, o montanismo foi condenado pela igreja como heresia.

Devemos de fato tomar um cuidado muito especial com esse tipo de pensamento e discurso, que é característico do pensamento montanista mas que permanece tão vivo até os nossos tempos. No decorrer da História essa mentalidade tende a reaparecer sob outras formas ligeiramente diversas e outros títulos, como não é difícil perceber ainda hoje.

Muitos falsos profetas conseguiram se infiltrar no meio da igreja ao longo dos séculos alegando possuirem uma unção especial e diferenciada para restaurar a igreja, e trazendo uma mensagem de restauração da igreja primitiva focada neles como profetas. Montano talvez foi o primeiro líder de uma seita restauracionista na história da igreja, que na tentativa de combater o formalismo e a organização humana excessivas, e de reafirmar as doutrinas do Espírito Santo, caiu no extremo oposto, concebendo fanáticas e equivocadas interpretações da Bíblia. Apesar do positivo protesto suscitado dentro da Igreja quando se aumenta a força da instituição e se diminui a dependência do Espírito de Deus, infelizmente, movimentos deste tipo geralmente se afastam da Bíblia, entusiasmados que ficam pela reforma que desejam, muitas vezes se entregam muito mais a euforia da sua expectativa do que a Palavra de Deus.

Com certeza, os dons e as manifestações do Espírito Santo são e devem ser parte da vida ordinária da Igreja, mas não podemos nos esquecer de que o Espírito Santo age também de modo a nos ensinar a crer mesmo sem ver manifestações sobrenaturais. Jesus confrontou o diabo no deserto apenas citando as escrituras, e ele estava cheio do Espírito Santo, nem por isso realizou muitos milagres para contender mostrando ao diabo ter mais poder do que ele. Além do mais, nas palavras do próprio Cristo os falsos profetas seriam conhecidos pelos seus frutos, ou seja, caráter, muito mais do que pelos seus dons. Há até hoje quem pense que possuir dons espirituais seja prova de avivamento na igreja, mas quando olhamos para a bíblia encontramos a igreja de Corinto, ela possuia todos os dons e ainda assim isso não impediu Paulo de lhes escrever que eles estavam sendo carnais e fazendo inclusive bagunça e desordem nos cultos.

A falsidade de um falso profeta é no caráter, pode fazer chover milagres. Além do mais, os que desejam apenas experiências sobrenaturais se tornam um alvo fácil para espíritos enganadores.

Precisamos ter uma visão correta do que significa avivamento, e também compreender que Jesus não prometeu que enviaria nenhum profeta para restaurar a igreja o fervor primitivo no final dos dias, mas sim prometeu que ele derramaria O PRÓPRIO ESPÍRITO SANTO.

Concluímos portanto, que desde os fariseus, que pregavam arrependimento e santidade, muitos falsos profetas na história da igreja, pregaram sim temas bíblicos. Muitos falsos profetas pregam sim santidade, mas uma visão desfocada do que ela realmente seja, muitas vezes colocando-se a si mesmos no lugar do Espírito Santo, vezes veladamente, vezes abertamente.

Deus abençoe a todos!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Será que Deus ama mais aos israelenses ou aos palestinos?


Como cristãos todos nós gostamos de falar e exaltar os feitos de Cristo e anunciar as boas novas, a Salvação que Ele nos trouxe desde os céus pela sua vida, morte e ressurreição se tornando ponte de acesso para nos religar a Deus o Pai. Nós agradecemos a Deus por isso, bendizemos a Deus, e como gostamos de anunciar a Salvação! Se eu pudesse, se possível fosse, eu gostaria de pregar apenas mensagens de evangelismo, falando sobre a graça de Deus e o perdão de Jesus Cristo, sobre o imensurável amor de Deus e a grandeza da salvação. Entretanto, como lemos na epístola de Judas, faz-se necessário também exortar a igreja a combater pela fé, e isso envolve sempre expor falsos ensinos, enganos e falsos profetas que se infiltram em meio ao povo de Deus na tentativa de perverter a alguns. São homens soberbos, que na sua queda estão levando a muitos. Alguns tendo começado pelo Espírito estão terminando pela carne. Judas disse em sua carta que ele gostaria muito de escrever aos irmãos falando sobre a salvação que nos é comum, entretanto, pelos tempos maus, e por causa da ameaça dos falsos profetas, ele teve por bem exortar os irmãos e dedicou toda a sua epístola a falar basicamente sobre um grave alerta contra os falsos mestres e falsos ensinamentos. Toda uma epístola dedicada a combater e alertar sobre falsos mestres e seus enganos. Algumas vezes hoje em dia, se nos prestamos a falar contra erros e enganos no meio do povo de Deus, se trazemos versículos bíblicos e alertas espirituais, somos as vezes taxados de pessoas amarguradas, ou raivosas, ou até mesmo tidos como inimigos do povo de Deus. As pessoas dizem sempre "deixa isso para lá, Deus vai julgar, vai falar de Jesus rapaz". Mas é um engano achar que os falsos profetas irão se combater sozinhos, há uma espada em nossa boca, e Deus mesmo pode nos ajudar neste combate sempre que necessário, como Judas fez. Há um ditado popular que diz que "quem avisa amigo é", e alertar por amor é amar. Mas a inversão de valores é tanta no evangelho moderno aprendido por boa parte dos cristãos hoje em dia, que ao invés de agradecer aos que avisam a igreja sobre o erro na verdade a igreja está em boa parte (não toda ela é claro), mas está em boa parte tentando os silenciar. Eu tenho certeza que se você tirar da bíblia as denúncias dos profetas e dos apóstolos, e do próprio Senhor, contra os falsos mestres você então tiraria talvez bem mais que metade da bíblia fora. Por isso não há mais tempo para que o povo de Deus se ofenda com a verdade. Quando alguém chama de falsidade o que é falsidade esta pessoa está sendo amigo da igreja e não inimigo. Quando um irmão, amorosamente te dá um alerta, ele não é teu inimigo, mas um dos teus maiores amigos. Eu sei bem que há muitos hoje em dia (e coloca muitos nisso!), dando alertas apenas por alertar, ou por sentimentos que não são cristãos. Há gente que denuncie pecado porém arrogantemente, sem olhar para si próprio, num tom de condenação e desprezo para com aquele que cometeu o erro, não levando em conta que você que hoje está de pé não deve se ensoberbecer mas temer, amanhã você pode cair, e ai vai querer receber de Deus aquela mesma ajuda que negou ao seu irmão. Estender uma mão as vezes é necessário. Porém, por outro lado, temos também aqueles que no ensejo de verem tudo com bons olhos e terem misericórdia perderam a firmeza em Cristo e na palavra de Deus. Suas línguas ficaram fracas e já não conseguem mais expor o erro para alertar os irmãos. Há que se ter um bom equilibrio entre estas duas coisas, o anúncio da salvação e o expor falsos ensinos e doutores na igreja. Há que se ter também humildade, nenhum pastor ou irmão deve julgar que somente ele possui toda a revelação da bíblia ou de Cristo Jesus, ao contrário, a palavra de Deus nos ensina a nos sujeitarmos uns aos outros em amor, e isso quer dizer que por mais sabedoria que você possua em algum assunto, você não sabe tudo, e sempre vai precisar do seu irmão para te ajudar, o resumo do que quero dizer é que devemos nos ajudar uns aos outros, e nos suportar uns aos outros, como aqueles que estão trabalhando junto para edificar uma mesma casa para a glória de Deus e tendo sobre nós como guia o Espírito do Senhor e as suas palavras escritas na bíblia. Se você ver o teu irmão enganado em alguma coisa, ore por ele, e se entender em Deus que pode ajudá-lo a sair daquele erro, ajuda, ajuda porém com mansidão, como está escrito, se você surpreender alguém em alguma falta, fale com mansidão, tome cuidado para você mesmo não ser tentado. Seja longânimo, tenha paciência sem fim, no tempo certo o Senhor dará a cada um o louvor que é devido. Algumas pessoas há que estão reproduzindo ensinos falsos, porém se alertadas, tomarão o caminho correto, toma cuidado de usar a palavra para dar vida e não para matar, toma cuidado de apontar também a Cristo e não somente o erro pois muitos se desviaram do Senhor e deixaram de  amar ao seu irmão, perdendo a sua fé em Cristo, por estarem demasiadamente focados nos erros dos homens e acabaram se esquecendo da glória incorruptível de Deus. Tua crítica e exposição do erro nunca sejam movidas de ira humana, ela além de tolice irá te deixar cego, talvez quando dela despertar já tenha feito estragos demais, alguns irreparáveis, dos quais espero não tenha que se arrepender eternamente. A ira humana pode se tornar um caminho sem volta, domina-a pelo poder do Espírito Santo que em ti habita. Faz guerra contra tua própria ira, abandona-a, deixa o furor!

Ore (é um bom modo de deixar a ira, orar!), ore muito pelas pessoas que você deseja que despertem, ore muito por todos os homens, Deus ama todas as nações da terra igualmente, sejam quem forem, ame-as também pois Cristo por todas elas morreu. Se você ama mais uma nação do que a outra, isso não é fazer acepção de pessoas? Se você ama mais a Coréia do Norte do que a do Sul, está fazendo acepção de pessoas. Se ama mais a Coréia do Sul do que a do Norte, está fazendo acepção de pessoas. Se você ama mais Israel do que outras nações, está fazendo acepção de pessoas. Quando você odeia teus inimigos não está sendo um filho de Deus. A igreja atual está praticamente idolatrando Israel, boa parte dos cristãos hoje em dia apenas sabem dizer "não meche com Israel ou Deus te arrebenta". Vocês nem estão pensando no que falam, e se desviaram do amor de Deus por tomarem partido numa guerra que é dos homens! O que o amor de Deus diz é que Israel e Palestina precisam de se voltar a Jesus. Você ama os Palestinos, chora por eles, deseja o bem deles, ou apenas Israel? Este amor parcial não é verdade, não vem do Senhor, é uma idolatria dos evangélicos pelo povo hebreu. O Senhor ama os dois povos igualmente, e quer que os dois se entendam, e o único modo de isso acontecer é se receberem a Cristo, do contrário irão se matar uns aos outros até o fim e se você não tomar cuidado vai tomar partido nesta guerra humana. Só há uma saída para judeus, palestinos, brasileiros, chineses, coreanos, reconhecer Jesus, o Messias, o Salvador prometido, e amar um ao outro como Ele nos amou a todos nós! Isso é Evangelho! Fora disso você vai ficar brigando por um pedaço de terra aqui na terra e se esquecer do céu!

Ame os teus inimigos, os que te perseguem, os que te caluniam, ore por eles, não ameace, não amaldiçoe para que você receba por herança Eterna BENÇÃO.

Ah se todas as nações da terra se voltassem hoje ao Senhor Jesus e o reconhecessem como Senhor e Salvador, e se esforçassem por praticar o mandamento que diz "amarás ao teu Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo", todas as guerras do mundo terminariam e homem finalmente teria paz com Deus e viveria em paz com os seus vizinhos. O que vemos hoje de nação contra nação e reino contra reino é o erro de uma humanidade que não recebe a Cristo. Tome cuidado para você não tomar partido nestas guerras humanas deste mundo, a nossa guerra é outra, espiritual. Nosso interesse é outro, eterno. A nossa Jerusalém Sagrada é outra, a Celestial. Não há nação herói na terra hoje em dia, não há nação demônio, há nações que precisam de arrependimento e ouvir sobre o amor de Deus. Como Israel vai querer paz rejeitando o Princípe da Paz? Por isso eles vão sempre viver em guerra até que digam "bendito o que vem em nome do Senhor". Só o Senhor é que põe fim as nossas guerras, "não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos." (Zacarias 4:6) Recebendo arrependimento para receber ao Espírito do Senhor, quer dizer, se dobrando a Deus, se convertendo a Deus, suplicando a Deus como um dia irá acontecer!

Parte do limpar o caminho para que a pregação do evangelho chegue aos corações humanos passa necessariamente por limpar a igreja, nós os cristãos, de falsos ensinos e mestres que conduzem ao erro e engano, ou seja, nos desviam de Jesus Cristo. Porém, antes de abrir a tua boca, pensa bem qual o motivo pelo qual a abre. Jesus ensinava por íntima compaixão e isso é realmente poderoso, por isso ele falou como mais ninguém falou nesta terra, por isso podemos dizer dele sem sombra de dúvidas, que Ele é a boca que não mente pela qual Deus falou perfeitamente a humanidade!

Vamos aprender uns com os outros, nos corrigir uns aos outros, nos dobrar uns aos outros, deixe teu irmão lavar a sujeira dos teus pés, assim como você, vá, e lave a sujeira dos pés do teu irmão. A igreja precisa de paz, os cristão precisam de paz, pois é em paz que se semeia o fruto da justiça. E esta paz é a paz que excede a todo entendimento.

Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 1 João 4:7

Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Tiago 2:1

O Pão da Santa Ceia


Eu conheço muita gente que diria de si mesmo "olha, eu sou esquecido, muito esquecido". Eu também sou assim. Mas se você for esquecer tudo, então uma coisa você não pode esquecer, JESUS, isso basta. Não há um único dia em que você como um cristão deveria se permitir esquecer ou se permitir deixar de lembrar do Sacrifício de Jesus que de uma vez por todas nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino da sua maravilhosa luz naquela cruz. Toda queda na vida de um servo de Deus, serva de Deus se dá exatamente por perder de vista o Perfeito Sacrifício de Jesus (Primeiro Amor) e então tentar fazer uma substituição colocando em sua vida algum outro tipo de meio para se achegar, comprar ou agradar a Deus. Deus não está a venda, Deus é Todo-Poderoso, e o Sangue que Jesus Cristo derramou é o Poder máximo de Deus para perdoar os pecados e salvar o homem que crer. Este Sangue é Onipotente, percebe isso? Quando um cristão perde de vista o sacrifício de Jesus então ele começa a fazer algo para tentar substituir o que só Deus pode fazer e já fez. É como se você, comparando bem mal, como se você tentasse reinventar a roda ou redescobrir o fogo. Você não pode reinventar e nem substituir aquilo que é Perfeito e não tem substituição, você não pode substituir o sacrifício do Senhor. Aquilo que é Perfeito não precisa ser removido, é eterno e não precisa ser modificado, alterado e nem aperfeiçoado, só precisa ser aceito. Quando você é um pregador é muito normal — e muito errado — as pessoas te colocarem num pedestal e te tratarem como se você, por ser pregador, só você tivesse o Espírito do Senhor, só você fosse ungido, só você tivesse um tipo de acesso especial a Deus que os outros não tem. Não poderia haver maior mentira, isso é até uma idolatria, e a idolatria é uma mentira, é quando você coloca a mentira no lugar da verdade. Só há um acesso a Deus, o Pai, Seu Filho Jesus que morreu por nós. Como um cristão você não deveria se permitir passar nenhum dia sem celebrar, lembrar e viver o sacrifício do Senhor. De verdade, você não vai esquecer enquanto anda pelo caminho da cruz e os sofrimentos de Cristo são parte da sua vida. Eu falo sobre as pessoas colocarem você como pregador num pedestal em suas vidas pois eu sei muito bem que cada ferida que o Senhor sofreu foi a punição pelos meus pecados eternamente. Eu sei disso, Ele sofreu pelos meus pecados. Como você poderia colocar um outro ser-humano, tão pecador e falho como você, num pedestal, como se ele tivesse um acesso especial a Deus através da sua própria virtude e santidade pessoal? Só há um acesso, Jesus Cristo, e todos que quiserem ter acesso, é este o caminho, a verdade e a vida. Esquecer do Senhor, do seu sacrifício, da perfeição daquilo que Ele já realizou, é o que leva a cristandade a perder o primeiro amor e colocar um monte de outros substitutos para Deus em sua vida. Nada pode substituir Deus. Deus basta. A queda da igreja se dá por ignorância (desconhecimento) do amor de Deus e da perfeição do que Jesus realizou naquela cruz. Se a igreja contemplasse a cruz de Cristo e soubesse o valor que tem aquilo que ocorreu ali, ela nunca mais seria a mesma. Mas a igreja em algum dado momento parece ter se esquecido disso. Quando foi a última vez que lembrar do sacrifício de Jesus te trouxe aos pés de Deus querendo amar ele mais, desejar ele mais, ser mais parecido com Jesus? Quando foi a última vez que a lembrança do sacrifício do Senhor esmagou teu coração de pedra? Quando foi a última vez que você ardeu e queimou por causa do sacrifício do Senhor? Ah não, algumas igrejas realizam ceia uma vez por mês, e ali choram e lembram do sacrifício de Jesus, e alguns irmãos dizem assim "o culto de ceia é mais forte". Tanto que quando uma pessoa não tem como ir muito na igreja ela sempre pensa "é melhor ir no culto da ceia, vou ficar mais forte". Sabe, não entrando muito nesta questão, mas ceia para mim é todo dia e toda hora. As pessoas me escrevem as vezes querendo saber "como eu faço uma ceia"? "Me explica"? As vezes elas querem saber qual o ritual da ceia, estão tão preocupados se o pão é sem fermento, se o vinho é alcoólico ou não, querem saber quais palavras recitar. Sabe, tudo isso não é muita coisa, o que mais interessa é o ESPÍRITO DA CEIA! Este é o que você não pode perder de vista, este é o que você não pode desgrudar as mãos! O Espírito Santo irá sempre magnificar a todo momento e em toda experiência da sua vida quer seja boa ou ruim o Poderoso (Todo- Poderoso), Perfeito Sacrifício do Senhor Jesus! Você vai viver sentado na Sala do Banquete, na Mesa Celestial, bebendo vinho novo o quanto você quiser! Basta pedir! Ceia para mim é todo dia, lembrar do sacrifício de Jesus para mim é toda hora, e isso só é possível por causa do Espírito da Ceia! Quando foi a última vez que você ficou maravilhado pelo sacrifício de Jesus e pelo amor de Deus? Se é que você já não se esqueceu, e por causa das lutas e dos fracassos, contra a carne, a vida o mundo, seja lá o que for, teu foco saiu do Senhor e hoje tua vida não tem celebração nenhuma da vitória do Cordeiro é apenas um lamento incessante sobre as tuas falhas e pecaminosidades e etc e tal! Não, não, não, não, não! Não perca o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo de vista! Ponha os teus olhos nele e permaneça! Ele venceu cada um destes aspectos lá naquela cruz, e se você o aceita e anda com ele pela tua vida ele irá te ensinar passo a passo o que é uma vida nova de fé, esperança em Deus! Já esqueceu o sacrifício de Jesus? Você tem conseguido se maravilhar todo dia a cada instante com o que Ele fez? Então não chore mais como se o Sangue de Jesus, Sangue que tem todo o poder e autoridade, não pudesse fazer nada pela sua vida! Na realidade quando esquecemos do Senhor, ou damos as costas para ele, perdemos o foco, a visão de Deus — na verdade eu oro para que Deus possa te lembrar a cada momento daquilo que já foi feito, eis ai o Cordeiro de Deus! Que tirou o Pecado do Mundo! Eis ai o Leão da Tribo de Judá, que venceu para abrir o livro e desatar seus sete selos! Ai está Jesus, e Ele tem poder para Salvar, permita que Ele te faça ficar novamente maravilhado e apaixonado por Ele e por aquilo que Ele fez na cruz, para que possa haver um fluir sobre você. Por que se você substitui Jesus por outra coisa você corta o fluir, por isso ensinamentos humanos, doutrinas humanas, de igreja e tudo mais, elas barram Deus de fluir. Mas se você dá as mãos ao Espírito do Senhor, Ele vai te lembrar do que Jesus fez constantemente e você vai queimar por Jesus!

Vamos ver aqui na bíblia, afinal de contas, com que tipo de PÃO que se faz a Ceia:

E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. João 6:35

E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Lucas 22:19

Respondido? A Ceia se faz com Pão Vivo!

Eleve os seus olhos, olhe para Cristo, não esqueça de se maravilhar, não esqueça Jesus, o Autor da Vida e da Salvação, simplesmente olhe para ELE! Seja lá o que for que você esteja olhando, seja você mesmo, ou outra coisa, agora, olhe para Ele!

Ah, eu não quero apenas rituais vazios de uma religiosidade mórbida e morta, eu quero o Deus Vivo!

Eu quero Deus! Eu quero Deus! Eu quero Deus! Ele é tudo que eu preciso, tudo que eu mais quero, tudo que mais desejo! Me lava no Vinho Novo de Teu Sangue!

Louvado seja Deus para sempre! Louve a Deus, minha alma! Louve a Deus!